Ataques israelenses matam ao menos oito pessoas na Faixa de Gaza
Novos ataques israelenses deixaram ao menos oito mortos na Faixa de Gaza, incluindo uma criança de três anos e cinco policiais, atingindo áreas ao norte e ao sul do território. A ofensiva ocorreu apesar do cessar-fogo vigente desde outubro de 2025, período no qual mais de 1.500 palestinos já morreram. Enquanto Israel afirma ter mirado militantes extremistas, autoridades locais relatam que parte das vítimas participava de uma ação policial contra o narcotráfico.
Uma criança de três anos está entre os mortos. Bombardeios ocorreram apesar da trégua em vigor desde outubro de 2025 e atingiram áreas no norte e no sul do território.Novos ataques israelenses na Faixa de Gaza deixaram ao menos oito mortos neste domingo (01/11), entre eles uma criança, segundo autoridades de saúde e equipes de resgate palestinas. Os bombardeios ocorreram apesar do cessar-fogo que está formalmente em vigor desde outubro de 2025.
De acordo com fontes médicas palestinas, três pessoas morreram em um ataque no oeste da Cidade de Gaza, incluindo um menino de três anos. Outras cinco vítimas morreram em um ataque na região de Al Mawasi, próxima a Khan Yunis, no sul do território.
O Ministério do Interior de Gaza, controlado pelo grupo extremista islâmico Hamas, informou que os cinco mortos em Khan Yunis eram policiais que participavam de uma operação contra o tráfico de drogas. Já as Forças de Defesa de Israel afirmaram ter atingido integrantes de grupos armados no norte e no sul da Faixa de Gaza. Em comunicado, os militares disseram que os alvos eram "terroristas" ou militantes ligados ao Hamas.
Ataques frequentes apesar do cessar-fogo
Embora uma trégua esteja em vigor desde outubro de 2025, ataques israelenses continuam ocorrendo com frequência. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, mais de 1.500 palestinos foram mortos desde o início do cessar-fogo.
A guerra teve início após o ataque liderado pelo Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, que deixou cerca de 1.200 mortos e resultou no sequestro de 251 pessoas. Em resposta, Israel lançou uma ampla ofensiva militar no território palestino.
Segundo autoridades de saúde controladas pelo Hamas, mais de 74,5 mil palestinos foram mortos desde o início do conflito. Os números não diferenciam civis e combatentes. Israel afirma que suas operações têm como alvo integrantes de grupos armados e acusa o Hamas de usar a população civil como escudo.
le (dpa, efe, ap, afp)
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