Ucrânia relata baixas recordes da Rússia em outubro e defende via diplomática
Zelensky garantiu que Moscou está sendo derrotado no conflito
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Rússia sofreu um recorde de 54,4 mil baixas em outubro e perdeu território, defendendo a via diplomática para conter as perdas. Segundo Kiev, as forças ucranianas recuperaram mais áreas do que os invasores conquistaram no mês. Em resposta, o Kremlin declarou que Vladimir Putin nunca se recusou a dialogar e afirmou que, se Zelensky realmente desejar negociar, será bem-vindo para uma audiência em Moscou.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou neste domingo (1º) que a Rússia está perdendo terreno no campo de batalha e aconselhou o governo comandado por Vladimir Putin a "escolher a via diplomática" para encerrar o conflito.
O chefe de Estado ucraniano declarou que as forças armadas do país infligiram perdas recordes a Moscou ao longo do mês de outubro e destacou que as tropas de Kiev recuperaram mais território do que o exército russo conseguiu ocupar no mesmo período.
"A Rússia está perdendo. Estamos mantendo nossas posições, libertando territórios e garantindo que cada dia de guerra tenha o maior custo possível para o agressor", afirmou Zelensky, acrescentando que Moscou deveria "escolher o caminho diplomático" para conter o volume de baixas.
O mandatário ucraniano relatou que as forças russas contabilizaram 54,4 mil soldados mortos ou gravemente feridos em outubro, apontando o dado como o maior índice mensal registrado desde o início da invasão de Moscou.
"É fundamental continuarmos recuperando o que nos pertence. Em outubro, nossas forças de defesa libertaram 96,2 quilômetros quadrados de território ucraniano, 10,4 quilômetros quadrados a mais do que os ocupantes conseguiram tomar no mesmo período", ressaltou.
Em contrapartida, Yury Ushakov, assessor de política externa do Kremlin, afirmou que Putin nunca se recusou a dialogar com Zelensky. O diplomata acrescentou que, caso o líder ucraniano deseje uma audiência com o chefe de Estado russo, será bem-vindo a Moscou.
"Ele [Zelensky] tem enviado sinais por meio de diversos canais. Se realmente deseja negociar, está livre para vir a Moscou", declarou Ushakov. .
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