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Ataque a bomba deixa feridos na Colômbia a dias da posse presidencial

1 ago 2026 - 12h16
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Explosão atingiu policiais e civis na cidade colombiana de Cúcuta. Atentado acontece em meio à escalada da violência dias antes do início do mandato de Abelardo de la Espriella.Ao menos 11 pessoas ficaram feridas neste sábado (1º/08) após a explosão de um caminhão carregado de explosivos ao lado de uma unidade da polícia em Cúcuta, cidade colombiana próxima à fronteira com a Venezuela. O ataque ocorreu seis dias antes da posse do presidente eleito, o ultradireitista Abelardo de la Espriella.

O atentado ocorreu durante a madrugada no bairro Tasajero, onde fica o comando da Polícia de Norte de Santander. A explosão danificou imóveis residenciais e estabelecimentos comerciais próximos. Entre os feridos estão oito policiais e três civis.

A área atingida fica perto de um mercado atacadista por onde passam diariamente caminhões carregados de produtos agrícolas. Por essa razão, o veículo que transportava os explosivos não despertou suspeitas das autoridades.

Após a explosão inicial, outros artefatos foram detonados no mesmo setor.

Repórteres que estavam no local viram o caminhão em chamas, fachadas de prédios destruídas e policiais, militares e moradores reunidos na área do ataque.

A deputada Diana Riveros, representante de Norte de Santander na Câmara, lamentou o atentado, ocorrido em um fim de semana em que a cidade celebra as tradicionais Feiras de Cúcuta.

"Hoje Cúcuta deveria ser notícia pela alegria de suas feiras, não por explosões, disparos e terror. Dói profundamente ver nosso departamento continuar sofrendo as consequências da violência", escreveu a parlamentar na rede social X.

Colômbia vive nova escalada de violência

O ataque acontece a menos de uma semana da posse de De la Espriella, que assumirá a Presidência em 7 de agosto, em Cali, no sudoeste da Colômbia, sucedendo Gustavo Petro, o primeiro presidente de esquerda da história do país.

Em sua campanha, De la Espriella prometeu endurecer o combate às guerrilhas e às organizações ligadas ao narcotráfico, apontadas como responsáveis pela pior onda de violência registrada na Colômbia em uma década. Antes de se lançar à presidência, ele atuava como advogado, defendendo paramilitares, traficantes de drogas e políticos.

Com apoio do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o colombiano pretende fortalecer a cooperação militar com os americanos. A Colômbia é atualmente o maior produtor mundial de cocaína.

Grupos guerrilheiros já emitiram advertências ao presidente eleito, que prometeu encerrar as negociações de paz conduzidas pelo atual governo com diferentes organizações armadas. Em Norte de Santander, especialmente na região do Catatumbo, atuam diversos grupos armados ilegais, entre eles a guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) e a Frente 33 das dissidências das Farc.

A campanha presidencial foi marcada por violência política e pela intensificação do conflito, com atentados a bomba, drones carregados de explosivos e ataques frequentes contra as forças de segurança. Em 2025, o senador e pré-candidato presidencial de direita Miguel Uribe Turbay foi baleado durante um evento em Bogotá e morreu.

De la Espriella chamou o atentado de "terrorismo". "Condeno com absoluta firmeza o covarde atentado terrorista perpetrado em Cúcuta contra nossa Polícia Nacional. Minha solidariedade aos agentes feridos, suas famílias e a todos os cidadãos que vivem momentos de angústia", disse ele.

"O terrorismo não intimidará a Colômbia nem dobrará a vontade dos colombianos de viver em paz e segurança", continuou.

Futuro ministro da Defesa, o general da reserva Jorge Eduardo Mora, natural de Cúcuta afirmou que os responsáveis "não conseguirão semear o medo nem dobrar as instituições" e defendeu uma força pública mais fortalecida no combate aos grupos armados.

Posse sob forte aparato militar

Tradicionalmente, as cerimônias de posse presidencial ocorrem no prédio do Congresso, em Bogotá. O presidente eleito, porém, solicitou que o evento fosse transferido para Cali, uma região marcada por confrontos entre guerrilhas e organizações criminosas ligadas ao narcotráfico.

A posse deverá contar com um dos maiores esquemas de segurança já montados para uma cerimônia presidencial no país, com cerca de 11 mil militares e policiais mobilizados em operações por terra, mar e ar. também afirmou em diversas ocasiões que seria alvo de um suposto plano para assassiná-lo. O presidente eleito afirmou diversas vezes que haveria um plano para assassiná-lo.

Inicialmente, De la Espriella pretendia ser empossado em uma instalação militar no departamento de Cauca, uma das áreas mais afetadas pelo conflito armado, mas o plano não recebeu autorização do governo Petro.

Há apenas três dias, dois policiais ficaram feridos em uma emboscada contra o comboio do coronel Jorge Andrés Bernal perto da localidade de El Zulia, a cerca de 20 minutos de Cúcuta.

gq (EFE, AFP)

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