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Tarcísio diz amar Bolsonaro ao ser oficializado candidato e que faria mais com Flávio presidente

Evento contou com a participação de aliados e parceiros de chapa de Tarcísio, como o Flávio Bolsonaro, Guilherme Derrite e André do Prado

1 ago 2026 - 12h52
(atualizado às 13h06)
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O Republicanos oficializou neste sábado, 1º, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) como o candidato do partido à reeleição na disputa eleitoral de São Paulo neste ano. Em seu discurso, o chefe do Executivo paulista agradeceu e disse amar o ex-presidente Jair Bolsonaro. "Ele tinha genialidade. Ele tinha o carisma que nunca vi igual. Ele me abriu essa porta. Nós amamos Jair Messias Bolsonaro", disse.

Na lista de agradecimentos, o governador deu destaque à sua mulher e, posteriormente, aos partidos que integram a sua coalização: PL, PP, PRB, MDB, PSDN, Cidadania, PRD, Podemos, PSD, Solidariedade, União Brasil, Avante. Outro nome que recebeu atenção especial foi o presidente do Republicanos, Marcos Pereira. "Quero agradecer por ter me aberto a porta lá atrás. Isso aqui é um casamento. Esse partido só está crescendo sob a sua liderança", disse.

O governador Tarcísio de Freitas tem sua candidatura à reeleição confirmada durante a Convenção Estadual do Republicanos SP.
O governador Tarcísio de Freitas tem sua candidatura à reeleição confirmada durante a Convenção Estadual do Republicanos SP.
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

O governador também fez um aceno ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que disputa a Presidência da República. Tarcísio alegou que não houve apoio do governo federal em São Paulo nos últimos quatros ano e que, com Flávio eleito, poderia fazer mais pelo Estado. O governador fez movimentos nos bastidores para ser candidato a presidente, mas acabou preterido por Bolsonaro, que escolheu Flávio como seu herdeiro político.

Tarcísio elencou as entregas dos seus quatro anos de gestão e apontou a "coragem" como a principal marca do seu governo. No rol de promessas, o governador disse que pretende acabar com o racionamento de água em um eventual segundo mandato, defendendo o marco do saneamento básico e a privatização da Sabesp, uma das principais marcas do seu mandato.

Habitação digna, infraestrutura, segurança pública e um pacto pela alfabetização também foram apontados como áreas e programas prioritários em um eventual segundo mandato. Último a discursar, o governador fez um gesto simbólico ao eleitorado feminino, que tem sido o calcanhar de Aquiles da direita à nível nacional, como fizeram os que falaram antes dele. "Segurança da mulher vai continuar sendo uma prioridade, porque não existe Estado justo enquanto metade da população não tiver seus direitos assegurados" .

Realizado no Ginásio do Ibirapuera, o evento foi planejado para demonstrar que Tarcísio conseguiu unificar a direita paulista e partidos de centro, montando um palanque com 12 siglas. O palco foi instalado no centro do ginásio, permitindo que Tarcísio e os demais oradores circulem em todas as direções.

A convenção contou ainda com contornos religiosos, como é praxe em eventos da direita. A banda gospel Renascer Praise cantou louvores antes dos discursos de Tarcísio e Flávio.

O governador chegou à convenção acompanhado da primeira-dama paulista, Cristiane Freitas, de Flávio, do seu vice-governador, Felicio Ramuth (MDB), e dos seus candidatos ao Senado na sua chapa: Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL). O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), também participou do evento.

Placas com os dizeres "Juntos com Tarcísio" e "São Paulo na Direção Certa", slogan do plano do governador para tornar a gestão paulista mais eficiente, foram espalhadas por toda a arquibancada.

Fotos de Flávio Bolsonaro e referências à sua candidatura eram escassas. O pré-candidato do PL aparecia somente em faixas trazidas por alguns candidatos a deputado federal.

Uma delas destacava apenas a parceria entre o governador e o prefeito de São Paulo. Com a inscrição "Tarcísio+Nunes", a faixa era acompanhada de outra, com as fotografias dos dois, da primeira-dama da capital, Regina Nunes, e do vereador Sidney Cruz (MDB).

Partiu de Nunes os maiores ataques ao principal adversário de Tarcísio na disputa, o ex-ministro Fernando Haddad (PT), a quem chamou de um "professorzinho de nariz empinado". O atual prefeito disse que o petista perdeu para "brancos e nulos" em 2016, quando disputou a reeleição à Prefeitura. "Depende de nós ganhar no primeiro turno para varrer aquele que foi o pior prefeito da história de São Paulo", afirmou.

Já o presidente do Republicanos focou em seu discurso no que tem sido a principal fraqueza do campo bolsonarista, sobretudo no âmbito presidencial: o apoio das mulheres. O parlamentar rebateu as críticas de que o campo da direita tenha posicionamentos e políticas contrárias às mulheres, e citou dados positivos do seu partido nesta área. "Aqui no Republicanos mulheres não são cotas. Mulheres são essenciais", disse.

Em seu discurso, Marcos Pereira também ungiu Flávio o candidato apoiado pelo Republicanos, porém, somente no Estado de São Paulo. Em resposta, o senador agradeceu o apoio, mas disse que exercerá um papel importante em todo o Brasil, não só em São Paulo.

Flávio exaltou Tarcísio em sua fala, referindo-se a ele como "um dos ministros mais importantes do governo do presidente Jair Bolsonaro". "Imagine quantos tarcícios e tarcísias não existem no nosso time e vão estar escalados nos Ministérios, nas estruturas do governo federal, para recuperar o governo federal. Enquanto temos tarcísios e tarcísias, o governo atual tem dilmos e dilmas, que estão destruindo nossa nação", disse em ataque a gestão Lula.

Assim como Marcos Pereira, Flávio fez um gesto às mulheres, que são seu principal fraqueza na disputa contra Lula, sobretudo após o embate com a madrasta Michelle Bolsonaro. "Mulheres que estão me ouvindo, vocês serão protegidas de verdade", disse Flávio em referência ao trabalho que ele e Tarcísio pretendem desenvolver caso eleitos.

Estadão
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