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Aprovação de Trump registra novo recorde negativo antes de eleições nos EUA

6 set 2026 - 11h35
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Resumo
A aprovação de Donald Trump atingiu o recorde negativo de 33% a dois meses das eleições legislativas, segundo pesquisa da Focaldata. O desgaste reflete a insatisfação popular com a alta do custo de vida, a inflação dos combustíveis e os impactos econômicos do conflito com o Irã e de novas tarifas comerciais. A reprovação avançou até entre republicanos, ameaçando a base aliada no Congresso, enquanto a Casa Branca defende suas políticas de desregulamentação e cortes de impostos.

Pesquisa aponta que apenas 33% dos eleitores americanos aprovam o desempenho do republicano à frente do governo, em meio ao aumento de custo de vida e a dois meses de eleição crucial para a Casa Branca.A aprovação de Donald Trump registrou um novo recorde negativo, de acordo com uma nova pesquisa divulgada neste domingo (06/09), que também apontou uma crescente insatisfação dos eleitores americanos com o presidente, sobretudo em temas como economia e custo de vida.

Quase dois terços dos entrevistados na pesquisa consideram que os EUA sob Trump estão seguindo na direção econômica errada.
Quase dois terços dos entrevistados na pesquisa consideram que os EUA sob Trump estão seguindo na direção econômica errada.
Foto: DW / Deutsche Welle

Levantamento da Focaldata publicado pelo Financial Times mostra que apenas 33% dos eleitores registrados aprovam o desempenho de Trump na Presidência dos EUA. O índice caiu três pontos percentuais em relação ao mês anterior. É também o menor nível registrado na série histórica da pesquisa, iniciada em maio deste ano.

Entre os republicanos, a aprovação também recuou e chegou a 72%, o menor nível desde o início da série.

Segundo o Financial Times, a reprovação crescente reflete que os eleitores estão culpando Trump pela deterioração econômica e aumento do custo de vida. As porcentagens foram divulgadas a pouco mais de dois meses das eleições de meio de mandato, marcadas para novembro.

O pleito é visto como um teste à popularidade do presidente e poderá determinar o controle do Congresso.

A pesquisa também foi divulgada em um momento em que o presidente parece incapaz de encerrar sua guerra no Irã, conflito que elevou os custos de financiamento dos EUA, bem como os preços de combustíveis e bens de consumo, ao longo dos últimos seis meses.

Quase dois terços dos entrevistados na pesquisa consideram que os Estados Unidos estão seguindo na direção econômica errada. Além disso, 57% afirmam estar em uma situação financeira pior desde o retorno de Trump à Casa Branca no início de 2025.

A avaliação entre os próprios republicanos também se deteriorou. Destes, 53% aprovam a condução da economia e da política de empregos pelo presidente, uma queda de quase oito pontos percentuais em apenas um mês.

No momento, a pressão sobre os preços continua nos EUA. O diesel chegou a um recorde de US$ 5,85 por galão nos Estados Unidos, segundo a associação automobilística AAA. O aumento tem potencial para afetar custos de transporte, agricultura e indústria e alimentar novas pressões inflacionárias.

A política comercial de Trump também enfrenta resistência. Segundo a pesquisa, 56% dos entrevistados desaprovam a recente decisão do governo de impor uma tarifa de 50% sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos canadenses. Entre os eleitores independentes, a rejeição ultrapassa 60%.

Para 46% dos entrevistados, incluindo mais da metade dos independentes, o desempenho de Trump está dificultando a eleição de candidatos republicanos para o Congresso.

Entre os independentes, 47% dizem que o apoio de Trump a um candidato reduziria suas chances de votar nele.

A Casa Branca rejeita a avaliação de que a política econômica de Trump esteja fracassando. Um porta-voz do governo Trump disse ao Financial Times que a Casa Branca continua comprometida com a estratégia baseada em cortes de impostos, desregulamentação e aumento da produção de energia e considera o crescimento do emprego privado um sinal de que as medidas estão funcionando.

A pesquisa foi realizada entre 28 de agosto e 1º de setembro com 1.914 eleitores registrados. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais.

Jps (ots)

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