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Aposentados denunciam 742 mil casos de descontos indevidos no INSS

29 abr 2025 - 09h45
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Pedidos de cancelamento de descontos associativos feitos por aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) alcançaram 742.389 registros apenas no primeiro semestre de 2024. O número foi divulgado pela Controladoria-Geral da União (CGU) e revela um problema que gerou investigação da Polícia Federal na última semana.

A operação apura suspeitas de fraudes ocorridas entre 2019 e 2024, que podem ter causado prejuízo de até R$ 6,3 bilhões
A operação apura suspeitas de fraudes ocorridas entre 2019 e 2024, que podem ter causado prejuízo de até R$ 6,3 bilhões
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil / Perfil Brasil

A operação apura suspeitas de fraudes ocorridas entre 2019 e 2024, que podem ter causado prejuízo de até R$ 6,3 bilhões. Os descontos, aplicados sem consentimento, motivaram milhares de queixas nos canais de atendimento do INSS.

Descontos irregulares: quem responde pela fraude?

Em 709 mil casos - 95,6% do total -, os beneficiários afirmaram que não autorizaram previamente a cobrança feita diretamente na folha. "O quantitativo de requerimentos de exclusão de descontos de mensalidades associativas efetuados [...] sinalizam que não é possível assumir como parâmetro balizador das decisões e ações sob a responsabilidade do INSS a boa-fé, em especial considerando os reflexos diretos no valor do benefício pago aos segurados do INSS em virtude da realização desses descontos", apontou a CGU.

A crise no instituto levou à demissão do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, na quarta-feira (23). Dois dias depois, reportagem do Jornal Nacional revelou que o ministro da Previdência, Carlos Lupi, havia sido alertado dez meses antes das primeiras ações efetivas contra as fraudes.

As reclamações foram direcionadas principalmente contra 11 associações que, após a operação da Polícia Federal, tiveram suas atividades suspensas pela Justiça. Outras 12 entidades também estão na mira, por acumularem mais de mil reclamações cada no mesmo período.

Segundo o levantamento, essas organizações somam 6,54 milhões de beneficiários com descontos registrados em folha, mas a extensão do prejuízo ainda é incerta.

Em julho de 2024, a CGU encaminhou ao INSS, presidido à época por Alessandro Stefanutto, documentos e dados de auditorias, recomendando a suspensão de repasses a oito associações. O pedido, no entanto, não foi atendido.

O relatório da Controladoria-Geral da União embasou a operação da Polícia Federal e fundamentou a decisão judicial que determinou o bloqueio dos descontos praticados pelas entidades envolvidas.

Perfil Brasil
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