Após alerta, show de MC Pipokinha é cancelado em Porto Alegre
Em uma nota divulgada nas redes sociais, o Baile da Tuka, um dos principais espaços de funk em Porto Alegre, informou que está disponível para reembolsar os ingressos já adquiridos.
O show programado da cantora MC Pipokinha em Porto Alegre, que estava marcado para acontecer nesta sexta-feira (26), foi cancelado pelos organizadores após uma notificação da Secretaria de Segurança da cidade.
Conforme comunicado da pasta, o local onde seria realizada a apresentação não possuía alvará de funcionamento nem Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PPCI). O cancelamento do show, portanto, não tem relação com as polêmicas recentes envolvendo a cantora que levou, inclusive, a não realização de uma apresentação em Canoas, na região metropolitana.
Em uma nota divulgada nas redes sociais, o Baile da Tuka, um dos principais espaços de funk em Porto Alegre, informou que está disponível para reembolsar os ingressos já adquiridos. "Viemos por meio desta informar que a Secretaria de Segurança Municipal solicitou o cancelamento do show da MC Pipokinha, que estava programado para o dia 26/05/23", diz a nota publicada no perfil da festa.
Após as declarações feitas em março, MC Pipokinha teve pelo menos sete shows cancelados em diferentes estados brasileiros, incluindo RN, SC, DF, ES, RO, MG e SP. A maioria desses eventos tinha um público universitário ou era organizada diretamente por grupos de estudantes.
Nota da Secretaria Municipal de Segurança
"A Secretaria Municipal de Segurança (SMSEG) notificou cautelarmente o estabelecimento comercial localizado na Vila João Pessoa onde aconteceria o "Baile Funk da Tuca" nesta sexta-feira. A pasta tomou conhecimento do evento por meio das redes sociais, onde eram divulgadas as atrações musicais que se apresentariam no local.
O espaço não possuía alvará de funcionamento e, tampouco, Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PPCI) - requisitos básicos para as casas noturnas. A notificação cautelar foi entregue ao responsável pelo estabelecimento em reunião que contou com a participação da Diretoria-Geral de Fiscalização (DGF), 19º Batalhão de Polícia Militar (BPM) e Corpo de Bombeiros.
Os donos do imóvel têm 30 dias para recorrer da medida. Eles, entretanto, não poderão promover eventos do tipo até o esgotamento dos trâmites legais."