Alepe anula instalação da CPI da Publicidade que investiga contratos do governo Raquel Lyra
O primeiro vice-presidente da Alepe, Rodrigo Farias (PSB), anulou nesta quarta (10), a reunião que havia definido os integrantes da CPI da Publicidade.
O primeiro vice-presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Rodrigo Farias (PSB), anulou a reunião que havia definido os integrantes da CPI da Publicidade, criada para investigar supostas irregularidades em contratos do governo estadual com agências de comunicação.
A decisão foi publicada no Diário Oficial da Alepe desta quarta-feira (10), após deputados da base da governadora Raquel Lyra (PSD) questionarem na Justiça uma suposta "manobra" da oposição para garantir maioria no colegiado por meio de trocas partidárias.
Nas ações judiciais, aliados do governo conseguiram anular as indicações dos deputados Diogo Moraes (PSDB) e Júnior Matuto (PRD) para a CPI. Moraes havia sido eleito presidente da comissão, cujos trabalhos estão paralisados há quase um mês.
A anulação consta no Ato nº 656/2025, assinado por Farias, que declarou sem efeito as deliberações feitas na reunião de 19 de agosto.
Além disso, o vice-presidente da Alepe também retirou Diogo Moraes, Júnior Matuto e Waldemar Borges das lideranças do PSDB, PRD e MDB, invalidando o movimento que havia permitido a entrada dos parlamentares na comissão.
Farias estabeleceu ainda prazo de dez dias úteis para que os líderes partidários indiquem novos nomes para compor a CPI. A decisão teve como base parecer da Procuradoria Geral da Alepe.
Na mesma edição do D.O., o presidente da Casa, Álvaro Porto (PSDB), transferiu ao primeiro vice-presidente todas as questões ligadas à comissão, justificando que se tornou "parte interessada" após ação judicial movida pela deputada Débora Almeida contra sua substituição por Diogo Moraes na liderança do PSDB na Alepe.
Com a medida, a instalação da CPI da Publicidade permanece suspensa até nova definição da composição do colegiado.