Adolescente de 15 anos agride professora após bronca por uso de celular; entenda
Em Belo Horizonte, um aluno de 15 anos agride professora após ter seu celular confiscado durante aula; o caso aconteceu segunda-feira (05)
Na segunda-feira (05), um caso chocante revoltou os moradores de Belo Horizonte. Uma professora de 48 anos sofreu uma agressão de seu próprio aluno, após apreender o celular do jovem de 15 anos, na na Escola Estadual Três Poderes, na Avenida Portugal, Bairro Itapoã.
Como aconteceu?
O adolescente de 15 anos, foi flagrado usando seu celular em sala de aula e reagiu de maneira agressiva ao sermão que recebeu da professora. O jovem deixou a mochila em cima da carteira, ao ver a educadora se aproximando e em seguida, fez um movimento grosseiro para ela não conseguir entrar.
O estudante empurrou a professora, que continuou no chão enquanto o jovem pedia para os colegas de classe gravassem o que estava acontecendo. A docente se levantou sozinha, sem ajuda dos alunos e o agressor anunicou: "Eu joguei! Eu joguei!".
Medidas tomadas
O vice-diretor da escola chamou a polícia e registrou um boletim de ocorrência. A docente disse as autoridades que o estudante estava tendo comportamentos hostís e resistente ao cumprimento de normas, desde o início do ano.
Assim que a professora comunicou o vice, voltou à sala de aula para avisar o jovem que ele iria embora, mas o mesmo se recusou ir à direção. Então, a educadora posicionou-se na porta para não deixar que ele fugisse. Nesse momento, o aluno forçou a passagem, empurrando a professora, que caiu novamente. Ela tentou se segurar no braço do estudante para evitar a queda, mas não resistiu.
Os pais do aluno informaram à polícia que o filho tem diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e Transtorno Opositivo Desafiador (TODD). Eles contaram que o jovem estava em tratamento, mas no momento da agressão, estava apenas com medicação para controle de convulsões. A escola ainda não sabia do diagnóstico do estudante.
O Núcleo de Acolhimento Educacional (NAE), oferecerá apoio à professora e incluirá um trabalho interdisciplinar sobre comunicação não-violenta com todos os alunos da escola. A SEE/MG reforçou seu repúdio a qualquer forma de agressão e violência no ambiente escolar.