Acordo entre a Magalu e o Mercado Livre já apresenta os primeiros resultados
A parceria comercial entre Magazine Luiza e Mercado Livre fez as ações da varejista dispararem quase 17% na B3. Pelo acordo não exclusivo, o Magalu venderá produtos de estoque próprio no marketplace argentino, mantendo a logística e a entrega sob responsabilidade da Magalog. A estratégia busca impulsionar a receita e expandir o alcance de vendas do Magalu aproveitando a audiência do Mercado Livre, que, por sua vez, diversifica seu catálogo com marcas consolidadas sem conceder privilégios de busca.
O recente anúncio da parceria comercial entre o Magazine Luiza e o Mercado Livre gerou impactos imediatos no mercado financeiro. Logo após a divulgação da aliança, as ações da varejista brasileira registraram forte valorização na B3, chegando a atingir um pico de alta superior a 24% na máxima do dia (cotadas a R$ 5,74 às 12h14) e encerrando a sessão com avanço de 16,88% a 17%, negociadas a R$ 5,40.
A resposta dos investidores reflete o potencial do acordo de ampliar as vendas online e impulsionar a receita da companhia em um cenário marcado por juros elevados e maior dependência de crédito para o consumo.
Pelo modelo adotado, que prevê cláusulas de reciprocidade e não exclusividade, o Magalu passa a disponibilizar itens de seu estoque próprio (1P) no marketplace do Mercado Livre.
A entrega e a armazenagem de todas as mercadorias comercializadas pela plataforma argentina permanecerão sob responsabilidade da Magalog, o braço logístico independente do Magazine Luiza, que faturou R$ 3 bilhões em 2025 e atende mais de cem clientes externos.
O Mercado Livre destacou que os produtos do Magalu não contarão com privilégios de posicionamento nas buscas. O ranqueamento das ofertas seguirá os critérios padrão do marketplace, incluindo preços, prazos de entrega e qualidade do atendimento oferecido.
Segundo o diretor-executivo do Magalu, Frederico Trajano, a aliança visa somar o público dos canais próprios ao fluxo do maior marketplace da América Latina, acelerando o crescimento das vendas de forma rentável diante da pulverização da audiência no e-commerce. A varejista já adotou estratégias parecidas anteriormente ao firmar acordos com canais como Amazon, AliExpress, Americanas, Itaú Shopping e Livelo.
Pelo lado do Mercado Livre, o vice-presidente executivo e líder para a América Latina, Fernando Yunes, apontou que a integração diversifica o portfólio da plataforma, agregando marcas consolidadas e oferecendo mais opções de compra ao público brasileiro.
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