Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Acidentes aéreos no Brasil aumentaram ou é só impressão?

21 fev 2025 - 16h42
(atualizado às 16h48)
Compartilhar
Exibir comentários

Nos últimos meses, a percepção de aumento nos acidentes aéreos no Brasil tem preocupado a população. Dados recentes indicam um crescimento significativo nas ocorrências, especialmente nos acidentes fatais, que geram maior comoção pública.

Queda de avião em Vinhedo, em 09 de agosto de 2024
Queda de avião em Vinhedo, em 09 de agosto de 2024
Foto: Reprodução/Secretaria de Segurança de São Paulo / Perfil Brasil

O especialista em investigação de acidentes aeronáuticos, Marcus Pacobahyba, analisou os índices de acidentes por cada 10.000 horas voadas na aviação civil brasileira, utilizando dados do Cenipa e da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Segundo Pacobahyba, de 2023 para 2024, houve um acréscimo de 7% no índice de acidentes, que passou para 0,4147. Apesar desse aumento, o índice permanece abaixo da média dos últimos dez anos, que é de 0,4406.

Entretanto, quando se trata de acidentes fatais — aqueles que resultam em perda de vidas e, consequentemente, maior comoção pública — o cenário é mais preocupante. Pacobahyba destaca que o índice de acidentes fatais por cada 10.000 horas voadas apresentou um aumento de 39% no mesmo período, contrastando com as quedas recorrentes observadas desde a pandemia.

O que explica essa impressão de aumento nos acidentes aéreos?

Na percepção de Pacobahyba, embora o número total de acidentes tenha aumentado, a exposição midiática dos acidentes fatais contribui significativamente para a percepção pública de que as ocorrências estão mais frequentes. A cobertura intensa de acidentes aéreos com vítimas fatais tende a causar maior impacto e sensação de insegurança entre os cidadãos.

Além disso, a maioria dos acidentes aéreos registrados envolve aeronaves de pequeno porte, como aviões particulares e agrícolas, que operam em condições menos controladas em comparação às grandes companhias aéreas comerciais. Dados do Cenipa indicam que fatores humanos, como mau julgamento dos pilotos, erro na aplicação de comandos e falhas no planejamento do voo, estão entre as principais causas dos acidentes.

Em resposta a esse cenário, autoridades aeronáuticas e especialistas reforçam a importância de medidas preventivas. O especialista em segurança de voo, Roberto Peterka, destaca ao Jornal do Commercio que a fiscalização abrangente já é uma realidade na aviação comercial e nos serviços de táxi aéreo desde a década de 1990. No entanto, ele ressalta que o maior desafio reside na aviação geral, setor mais relacionado aos acidentes.

Perfil Brasil
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade