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Acidente em obra do metrô provoca desabamento de pista da Marginal Tietê em SP, não há vítimas

1 fev 2022 - 12h28
(atualizado às 13h03)
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Por Eduardo Simões e Leonardo Benassatto

SÃO PAULO (Reuters) -Parte da pista da Marginal Tietê desabou nesta terça-feira devido a um acidente em obras de perfuração do túnel da futura Linha 6-Laranja do metrô de São Paulo, levando à interdição da via no sentido da rodovia Ayrton Senna, mas sem deixar vítimas, de acordo com o Corpo de Bombeiros e com a Secretaria de Transportes Metropolitanos do Estado.

"A Secretaria de Transportes Metropolitanos informa que, tão logo tomou conhecimento na manhã desta terça-feira do incidente no Poço de Ventilação da Linha-6 Laranja do metrô, determinou o isolamento de todo o perímetro e enviou uma equipe para acompanhar a apuração da causa da ocorrência", disse em nota.

"As causas do acidente serão apuradas, assim como a extensão dos danos à obra e às vias locais", acrescentou a secretaria em nota.

A futura Linha 6-Laranja do metrô de São Paulo é uma parceria público-privada de responsabilidade da empresa espanhola Acciona. Procurada, a Acciona, responsável pela PPP da Linha 6, afirmou que está apurando o ocorrido.

O porta-voz do Corpo de Bombeiros, capitão André Elias, disse, em entrevista à GloboNews, que uma das possibilidades é de que o equipamento que realiza a perfuração do túnel tenha atingido uma adutora ou que a entrada de água no túnel tenha ocorrido por conta do leito do Rio Tietê.

Segundo o capitão, a corporação foi acionada às 8h40 desta terça e, ao chegar ao local, havia a informação de que 50 pessoas estariam lá.

"Felizmente descobrimos que não há nenhuma vítima, os trabalhadores conseguiram sair desse túnel antes da inundação. Dois trabalhadores foram socorridos pela própria empresa, mas somente por terem tido contato com a água", afirmou à emissora.

"Não se sabe se tratou-se de uma adutora que foi atingida pelas escavações ou se foi o leito do Rio Tietê", acrescentou ele, dizendo que o acidente não deixou vítimas.

O secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Paulo Galli, negou que a máquina que faz a escavação do túnel, conhecida como tatuzão, tenha atingido uma adutora. Ele disse que a escavação pode ter tirado sustentação da galeria, mas disse que as investigações é que determinarão as causas do acidente.

"Não houve choque do tatuzão com a galeria, porque ele passava por baixo da galeria... Se eu começo a cavar o solo, aí perde a sustentação, aí a galeria toda vem para baixo", afirmou Galli, que disse não ser ainda possível estimar possíveis atrasos nas obras da Linha 6-Laranja, cuja entrega é prevista para 2025.

"Obviamente é uma obra de impacto. Eu não consigo dizer agora quanto tempo vai levar para consertar, mas a gente quer pressionar a construtora para que seja mantido o prazo. Agora, para isso a gente vai ter que solucionar", disse.

Inicialmente, o acidente provocou a interdição total das pistas da Marginal Tietê no sentido Ayrton Senna, mas pouco antes das 12h a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) da capital paulista disse que duas pistas haviam sido liberadas. A CET pediu que os motoristas evitem a região.

Pelo Twitter, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que determinou que a empresa responsável pela obra elabore plano para liberar o tráfego na Marginal o mais rápido possível.

"Determinei apuração imediata das causas e elaboração de plano da concessionária responsável pela obra, junto à prefeitura da capital, para normalização do tráfego da Marginal rapidamente. E que as obras possam ser reiniciadas, com segurança, o mais breve possível", disse.

Imagens aéreas de TV mostraram o asfalto se desfazendo e uma grande quantidade de água dentro do local onde a construção ocorria.

ACESSO A RODOVIAS E AEROPORTO

A Marginal Tietê é uma das principais vias expressas da cidade de São Paulo e liga, por exemplo, a capital paulista às rodovias Presidente Dutra, Ayrton Senna e ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, o mais movimentado do país.

A futura Linha 6-Laranja do metrô ligará o bairro de Brasilândia, na zona norte da cidade de São Paulo, até a estação São Joaquim, da Linha 1-Azul do metrô, no centro da cidade.

Apontada como a maior obra de infraestrutura atualmente em execução na América Latina pelo governo paulista, a Linha 6-Laranja do metrô paulista terá 15 estações e 15 quilômetros de extensão.

A Acciona assumiu o projeto em outubro de 2020 --antes, ficara anos parado devido a um imbróglio envolvendo o consórcio anterior, que chegou a ser integrado por Odebrecht TransPort (OTP) Queiroz Galvão e UTC.

Em 2007, um desabamento na construção da estação Pinheiros, na Linha 4-Amarela do metrô paulista, também uma parceria público-privada cujas obras foram de responsabilidade privada, deixou sete mortos.

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