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A imersão em banheira de gelo faz bem à saúde?

Exposição breve ao frio pode reduzir estresse, melhorar sono e ajudar na recuperação muscular — desde que sem exageros e com orientação. Porém, cientistas alertam que a prática pode representar risco à saúde, principalmente para pessoas com doenças cardíacas

21 jul 2025 - 16h11
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A imersão em banheira de gelo, também conhecida como crioimersão, que faz sucesso entre atletas, influenciadores e entusiastas de bem-estar, voltou a entrar em pauta. Mas será que o banho de gelo funciona de fato como promotor de saúde? Um conjunto de estudos recentes responde com cautela: sim, pode gerar efeitos positivos — principalmente em curto prazo —, mas não é a panaceia que muitos acreditam.

Virou tendência a imersão em banheira de gelo ou lagos gelados
Virou tendência a imersão em banheira de gelo ou lagos gelados
Foto: depositphotos.com / aspsvz / Perfil Brasil

Imersão em banheira de gelo: benefícios

1. Alívio do estresse e melhora do sono

Um estudo com mais de 3 000 participantes  mostrou que a imersão em água fria diminui significativamente os níveis de estresse por até 12 horas após o banho. Os voluntários também relataram melhora na qualidade do sono — especialmente homens — e leve aumento na sensação geral de bem-estar, embora os efeitos tenham se dissipado após algumas semanas.

2. Recuperação muscular: há riscos após malhação

Já em se tratando de recuperação pós-exercício, estudos apontam o contrário do que muitos esperam. Uma pesquisa publicada na revista Neurology mostrou que a imersão pós-treino reduz o fluxo sanguíneo para os músculos. Assim, prejudica a absorção de proteínas e impacta negativamente o ganho de massa. A conclusão é que músculos podem crescer até 20% menos se a prática for repetida após sessões intensas de levantamento — um dado que encerra de vez a imagem do banho de gelo como remédio universal.

3. Benefícios limitados a contextos específicos

Segundo especialistas do hospital Albert Einstein, o uso de gelo — seja em compressas ou imersões — ainda é recomendado para alívio pontual de dores musculares e inflamação aguda. No entanto, o emprego genérico da técnica para não atletas carece de respaldo científico robusto. Porém, o cerne da questão é que os protocolos mais eficazes ainda são desconhecidos: quanto tempo imergir, qual temperatura ideal e em que momento aplicar ainda não têm resposta clara.

Cuidados e contraindicações

Por fim, vale ressaltar que a imersão traz efeitos fisiológicos imediatos: os vasos sanguíneos se contraem, a pressão arterial pode aumentar e sensores de frio cutâneo são ativados, o que pode levar a dormência, formigamento e, em casos extremos, arritmia ou hipotermia. Por isso, essa prática exige supervisão e acompanhamento médico, sobretudo para pessoas com problemas cardíacos.

No entanto, especialistas alertam para as falsas promessas da imersão em banheira de gelo. Influenciadores digitais, sem comprovação científica, afirmam que estes banhos melhoram a saúde mental, o metabolismo e aumentam os níveis de testosterona e serotonina.

"A maioria das alegações sobre saúde mental, testosterona e perda de peso não tem evidências sólidas. Elas são mais anedóticas, amplificadas por pessoas influentes", dizem os especialistas.

Perfil Brasil
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