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Sem atendimento correto de CPTM e Metrô, criança com deficiência paga por passagem gratuita

Episódio 137 da coluna Vencer Limites, que vai ao ar toda terça-feira, às 7h20, ao vivo, no Jornal Eldorado, da Rádio Eldorado (FM 107,3 SP).

23 abr 2024 - 07h27
(atualizado em 24/4/2024 às 14h22)
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Uma criança com deficiência e sua acompanhante têm sido obrigadas a pagar por passagens que deveriam ser gratuitas na integração entre trem e metrô de São Paulo porque, segundo denúncia da mãe do menino, funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) não prestam atendimento correto.

Talita Brito, de 39 anos, moradora da zona leste da capital paulista, pega ônibus de Cidade Tiradentes até a estação de trem Guaianazes, onde passa para o trem e segue até Tatuapé, sempre com o filho de 2 anos na cadeira de rodas, e o irmão dele, de 4 anos, que não tem deficiência.

"Tatuapé tem um elevador que liga as plataformas de trem e metrô. Peço acompanhamento de um funcionário da CPTM, mas jamais fui atendida", diz a mãe. "Subimos nesse elevador, sempre entre 10h e 17h (horário da integração gratuita), mostro o bilhete único (regular e dentro da validade), informo a um funcionário que vim da plataforma do trem (integração) e preciso passar pela catraca acessível (aquela com portas de vidro) para pegar outro elevador até a plataforma do metrô em direção à estação Bresser", descreve Talita.

Na estação Bresser, ela e os filhos, o mais novo sempre na cadeira de rodas, pegam ônibus até a AACD Mooca. O trajeto da residência da família até a instituição dura aproximadamente duas horas, na ida e na volta.

"Como nunca estou acompanhada de profissionais da CPTM, funcionários do Metrô na estação Tatuapé me obrigam a pagar pela passagem na catraca acessível (com a porta de vidro), mesmo eu explicando que estou na integração porque vim da estação de trem e que aquela passagem não deveria ser cobrada", diz. "Já tentei tudo, inclusive pela página do Metrô, mas nada resolve", afirma Talita.

Com essa cobrança extra, a usuária acaba ultrapassando o limite diário de passagens gratuitas do bilhete e tem de arcar com eventuais viagens ao médico ou outros locais de tratamento. Ela tenta solucionar a questão há três meses.

Respostas - Questionado pelo blog Vencer Limites e a coluna Vencer Limites na Rádio Eldorado, o Metrô respondeu que "entrou em contato com a CPTM solicitando apoio à passageira para a realização da transferência gratuita na estação Tatuapé. A solicitação de pagamento da viagem acontece em razão da passageira tentar acessar o Metrô a partir da área livre e sem acompanhamento de um funcionário da CPTM. Com a presença deste funcionário, a passageira e seu filho poderão embarcar sem a necessidade de tarifação. O Metrô lamenta os transtornos provocados, mas salienta que os funcionários estão cumprindo os procedimentos operacionais vigentes".

A CPTM, por sua vez, diz que "orientou a equipe de atendimento da estação para realizar o acompanhamento da passageira e seu filho durante o trajeto até a transferência com o Metrô e garantir a gratuidade da viagem, entre 10h e 17h. A CPTM lamenta os transtornos e está à disposição para apoio aos passageiros sempre que solicitado".

Tudo diferente - Nesta sexta-feira, 19, após contato do blog Vencer Limites e a coluna Vencer Limites na Rádio Eldorado com as assessorias de imprensa de Metrô e CPTM, tudo funcionou muito bem.

Talita Brito fez novamente o percurso de Cidade Tiradentes até a AACD Mooca com o marido e os dois filhos, o mais novo na cadeira de rodas, e a família recebeu atenção total, na ida e no retorno.

"Cheguei na estação de trem e, ainda na plataforma, expliquei mais uma vez a dois funcionários que vinha da integração e precisava passar para o metrô. Eles disseram para ir direto ao elevador, subir até a catraca do trem e informar lá para encaminharem ao metrô, mas o elevador estava quebrado. Então, um funcionário nos acompanhou até a escada rolante, subiu com a gente, deu a volta por dentro do metrô e liberou todas as catracas de integração. Fomos até a catraca do metrô, ele só avisou ao funcionário, e descemos no elevador do metrô", relata.

"Não tive nenhum tipo de problema, mas foi um dia atípico. Na volta, como o elevador do trem estava quebrado, o funcionário foi com a gente na escada rolante, segurando a cadeira de rodas. Tem um lugar fechado por uma corrente e o funcionário liberou, nos levou até as catracas para autorizar nossa descida de elevador até a plataforma do trem", conta Talita Brito.

Estadão
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