PUBLICIDADE

Professor denuncia racismo em vitrine de loja de brinquedos no RJ

Caso foi compartilhado por Moisés Machado no domingo, 25, ganhou repercussão na internet e é investigado pela Polícia Civil

26 fev 2024 - 19h35
(atualizado às 20h14)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Um professor denunciou uma suposta prática racista em uma vitrine de uma loja de brinquedos no Rio de Janeiro que colocava uma criança preta ao lado de um macaco. A loja emitiu uma nota de esclarecimento negando a intenção de promover qualquer ato racista.
Vitrine da Gamelândia
Vitrine da Gamelândia
Foto: Reprodução/Instagram

O professor Moisés Machado denunciou, em seu no Instagram, uma suposta prática racista na montagem de uma vitrine de uma loja de brinquedos no Rio de Janeiro. O caso foi compartilhado por ele no domingo, 25, e ganhou repercussão na internet.

"Passeando pelo @botafogopraiashopping me deparo com esse absurdo na loja @gamelandiabrinquedos. Parear uma criança preta com um macaco é cruel demais! Por meio desse símbolo, a criança negra internaliza sua posição como subalterna, e crianças brancas são incentivadas a reproduzir o negro como um animal, um inferior", escreveu.

Na vitrine, estavam expostas bonecas de bebês brancos em um berço ao lado de um macaco e de uma boneca negra. "Em nossa sociedade, o racismo não é velado, é ESCANCARADO! Esse mal precisa ser combatido!", complementou o professor, que pediu que alguma atitude fosse tomada.

Em uma nota de esclarecimento, a Gamelândia Brinquedos disse que "repudia atos racistas, homofóbicos ou de qualquer natureza preconceituosa e discriminatória."

"Referente à recente repercussão envolvendo a vitrine da nossa loja no Botafogo Praia Shopping, queremos esclarecer que em momento algum houve a intenção de promover qualquer tipo de ato racista. Somos conhecidos por oferecer produtos artesanais de alta qualidade, como bebês rebornizados e animais rebornizados, incluindo cachorros, pandas, coelhos, porcos, macacos e avatares. Nosso objetivo sempre foi proporcionar aos nossos clientes peças únicas e encantadoras, sem distinção de raça ou origem", escreveu. A expressão "rebornizado" se refere a um modelo de bonecos realistas.

A loja disse ainda estar à disposição das autoridades para outros esclarecimentos. Segundo a Polícia Civil, o caso foi comunicado na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) e será investigado. 

Fonte: Redação Terra
Compartilhar
TAGS
Publicidade
Publicidade