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Bebê é agredida em creche e família alega omissão de socorro: 'Minha filha foi espancada'

Segundo relatos da família, nas imagens das câmeras da sala a cuidadora aparece vendo a menina em sofrimento e não faz nada

26 fev 2024 - 16h58
(atualizado às 17h01)
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Foto: Reprodução/Bom Dia RJ

Uma menina de 1 ano e 4 anos foi agredida por outras crianças mais velhas em uma creche particular na Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Após chegar em casa repleta de hematomas no corpo e no rosto, os pais descobriram pelos registros das câmeras da sala que a cuidadora viu a menina chorando e sendo agredida por sete minutos e não fez nada. O caso aconteceu na última sexta-feira, 23.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga o caso, ocorrido na Creche Marçal Centro de Estudos, por meio da 11ª DP (Rocinha). "Agentes realizam diligências para esclarecer todos os fatos", afirmou a autoridade, em nota.

"Ligaram pra gente alegando que a criança sofreu um acidente. Mas o que aconteceu é que minha filha foi espancada por 7 minutos por duas crianças de 3 e 4 anos", disse Tiago dos Santos, o pai da menina, que está revoltado com a situação. As declarações foram dadas ao Bom Dia RJ, da Globo.

Segundo narrou ao jornal, a situação aconteceu por volta de 12h e apenas às 15h a escola acionou a família, ligando para a mãe da menina e informando que a bebê havia sofrido um acidente. Como a mulher estava com dengue, pediu para que a avó da criança fosse à creche.

Ao chegar ao local, a avó viu a menina com muitas marcas semelhantes a mordidas no rosto e questionou a escola. No momento, não informaram o que teria acontecido. Em busca de respostas, o pai da menina, Tiago dos Santos, voltou à escola e conseguiu ter acesso às imagens das câmeras de segurança. 

Na gravação, pelo que foi descrito, a menina aparece sozinha sentada em uma cadeira, sem a monitora na sala. Até que outras crianças aparecem e machucam a menina. A cuidadora então chega a ir para a sala, vê a menina chorando no chão e não faz nada. Quando ela se retira da sala novamente, as crianças voltam a machucar a bebê. A diretora também estaria ao fundo presenciando a cena enquanto mexia no celular. 

"Independente se for uma criança ou não, é algo inaceitável. Esta me doendo por dentro. É inadmissível", frisou o pai, que disse que a filha se encontra muito abalada e com comportamentos agressivos. 

Agora, a família exige outros trechos das filmagens do dia, para entenderem o que ocorreu após a agressão das crianças.

Funcionária foi demitida

Em nota ao Terra, a Creche Marçal Centro de Estudos afirma que está à disposição da Justiça para que a situação seja solucionada. "Foi um erro isolado por parte da funcionária que não teve a atenção devida com os cuidados com as crianças", complementam.

Neste posicionamento, não foi citada a demissão da funcionária. Mas, ao jornal da Globo, foi informado que a cuidadora foi desligada. Após o ocorrido, a creche desativou seus perfis nas redes sociais.

Confira a nota da creche na íntegra:

"Desde já queremos primeiramente pedir desculpas à família pelo ocorrido e reafirmar que nos solidarizamos com a família pelo que aconteceu.

Estamos à disposição da Justiça e da família, para que tudo seja solucionado o quanto antes e para prestar todo o apoio necessário com todos os custos necessários.

Foi um erro isolado por parte da funcionária que não teve a atenção devida com os cuidados com as crianças.

O Marçal Centro de Estudos está no mercado há 4 anos e nunca teve esse tipo de acidente.  Foi um caso isolado que aconteceu no local e que não é de costume, praxe que aconteça isso. Nós prezamos pelo cuidado absoluto com nossas crianças.

Tanto é realidade que a família estava conosco há bastante tempo e nunca aconteceu nada nem de perto parecido, muito pelo contrário ela amava estar no espaço.

Infelizmente isso aconteceu no momento em que uma monitora saiu para receber as outras crianças e a que ficou se ausentou sem aguardar a outra monitora retornar.

Mas iremos disponibilizar às autoridades as imagens do ocorrido, assim como foi disponibilizado para a família."

Fonte: Redação Terra
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