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Paolla Oliveira chora ao fazer desabafo sobre violência contra mulher no 8 de março: 'Revolta'

Atriz ainda chamou atenção para o fato de a Justiça não ter medidas efetivas para lidar com isso

8 mar 2026 - 11h26
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Paolla Oliveira, atriz
Paolla Oliveira, atriz
Foto: Reprodução | Instagram

A atriz Paolla Oliveira, de 43 anos, não fez um discurso de celebração neste domingo, 8, data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher. Pelo contrário, ela aproveitou a ocasião para fazer um desabafo sobre o machismo estrutural e como essa questão tem afetado, com violência, o cotidiano das mulheres.

No vídeo, antes de começar a falar, Paolla mostra uma série de imagens de reportagens, todas relacionadas à violência doméstica ou ao feminicídio. Assim que os recortes de noticiário cessam, ela inicia:

“O que a gente faz com isso? Com a imagem de uma mulher sendo arrastada embaixo de um carro? Quinze facadas no rosto de uma garota que ousou dizer ‘não’. O grito de uma mãe, dezoito vezes na frente de uma câmera pedindo por justiça, sendo que ninguém, na verdade, parou para escutar de verdade”, começou.

“A gente vê, fica indignada, sente raiva, revolta. Aí, no dia seguinte, a gente continua. A gente denuncia, pede proteção, o Estado vem, anota. Mas a mulher continua com medo dentro de casa. Aí ele volta, aí ele mata. E todo mundo se surpreende, como se essa surpresa já não fizesse parte dessa grande cumplicidade.”

Em seguida, ela falou sobre o pacto da masculinidade e de como a criação dos homens pode ceifar a vida de mulheres. “Esse homem não apareceu do nada. Ele foi ensinado por cada um que contou uma piada estúpida. Aquele que passou a mão, que forçou e achou que estava tudo bem. Foi aceito por amigos que acharam tudo muito engraçado. Normalizado por todos aqueles que ficaram em silêncio.”

“Educado por uma escola que nunca falou nada sobre isso. Recontratado por uma empresa que preferiu não saber. Absolvido por uma sociedade que ainda acha que amor e posse são a mesma coisa.”

Paolla Oliveira ainda chamou atenção para o fato de a Justiça atual não estar apta a lidar com essas questões. “O sistema que julga foi criado na mesma cultura que produziu esse homem. Esse homem que viola, que agride, que mata... e que não é um monstro que surgiu do nada. Ele é resultado de tudo que se normalizou.”

“Eu queria muito que a gente pudesse não tratar isso mais como notícia. Que a gente pudesse não compartilhar as coisas e seguir em frente apenas. Nenhuma de nós escolheu isso. A gente simplesmente aprendeu a sobreviver no meio disso. E, enquanto a gente sobrevive, quatro de nós [mulheres], por dia, não conseguem”, encerrou.

Em caso de violência contra a mulher, denuncie

Violência contra a mulher é crime, com pena de prisão prevista em lei. Ao presenciar qualquer episódio de agressão contra mulheres, denuncie. Você pode fazer isso por telefone (ligando 190 ou 180). Também pode procurar uma delegacia, normal ou especializada. Saiba mais sobre como denunciar aqui.

Fonte: Portal Terra
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