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Bailarina trans critica dança Vogue de Reynaldo Gianecchini: “Parem de se apropriar do que não é de vocês”

Makayla Sabino comentou que é triste ver pessoas que não entendem sobre a cultura Ballroom e Vogue ensinando a dança

7 jun 2024 - 15h01
(atualizado às 15h11)
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Resumo
Makayla Sabino expressou sua opinião sobre o vídeo de Reynaldo Gianecchini dançando Vogue como preparação para fazer uma personagem drag queen em um musical. Makayla disse estar surpresa ao ver pessoas da comunidade da dança Ballroom incentivando algo errado e abordou a questão de pessoas brancas que ensinam Vogue sem compreender plenamente a cultura.
Makayla revelou não estar contente com amigos que estão apoiando a situação
Makayla revelou não estar contente com amigos que estão apoiando a situação
Foto: Reprodução: Instagram/makayla.sabino

Makayla Sabino, bailarina trans conhecida por trabalhos com outros artistas e por estar no ballet da Iza, expressou sua opinião sobre o vídeo do ator Reynaldo Gianecchini dançando Vogue como parte de sua preparação para interpretar uma drag queen no musical “Priscilla: A Rainha do Deserto”.

Em vídeos postados nos stories do Instagram, Makayla disse estar surpresa ao ver pessoas da comunidade da dança ballroom incentivando uma coisa errada. “Não está errado ele [Reynaldo] querer aprender e estudar, mas está errado a forma como aconteceu. A pessoa que deu aula para ele ou montou aquela sequência não sabe absolutamente nada da cultura ballroom. É muito ruim ver isso sendo compartilhado de forma positiva”.

Em seguida, Makayla abordou a questão de pessoas brancas que ensinam Vogue sem compreender plenamente sua cultura. “Como uma pessoa dá uma aula de uma cultura criada por e para pessoas trans, pretas e latinas? Por que as pessoas acham que elas conseguem ensinar ‘Vogue’ se elas não sabem o que estão fazendo? Elas não conhecem a cultura, não conhecem a história, não conhecem a movimentação. Isso é complicado porque as pessoas aplaudem o errado”, disse.

Ela ainda expressou sua tristeza ao notar amigos que estão familiarizados com a cultura, gostam do seu trabalho e de outros artistas da comunidade, deixando comentários como se fosse algo bom.

“As pessoas estão se apropriando do que é nosso e não estão pagando a gente por isso. A Ballroom, Vogue, é sobre a nossa história, sobre a nossa vivência, sobre o nosso dinheiro. Aí chega uma pessoa branca para fazer uma coisa dessa, que é absurda. Não estou falando do Reynaldo em específico. Falo muito mais sobre a profissional que dá uma aula daquela”, comentou Makayla.

Para Makayla, problemas como a desvalorização dos bailarinos, pagamentos ruins e o fato de serem destratados em alguns trabalhos são resultados dessas situações de apropriação. “É por conta disso, por conta de pessoas que ficam apoiando o errado. Parem de apoiar o que é errado, gente. Parem de se apropriar do que não é de vocês, parem de ocupar espaços que não eram para vocês estarem. Lutem pelo certo, apoiem o certo”, concluiu.

Fonte: Redação Nós
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