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O que mães e pais brancos podem fazer para apoiar seus filhos negros?

Em uma sociedade estruturalmente racista, a maternidade e a paternidade inter-raciais trazem desafios; entenda

13 jun 2024 - 05h00
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Resumo
Maternidade e paternidade inter-raciais envolvem questões de raça, herança cultural e identidade, sendo necessário buscar estratégias para lidar com a discriminação e fortalecer a autoestima dos filhos negros.
Lore Improta e a filha Liz, de 2 anos
Lore Improta e a filha Liz, de 2 anos
Foto: Reprodução/Instagram/loreimprota

A maternidade e a paternidade inter-raciais são experiências que atravessam questões de raça, herança cultural e identidade, tanto em sua própria relação quanto na criação de seus filhos. 

Filhos negros podem sofrer discriminação racial e bullying. E os pais, brancos, devem estar preparados para conversar com seus filhos sobre mecanismos de enfrentamento, fortalecimento da autoestima e acolhimento. Abaixo, confira algumas atitudes fundamentais: 

Priorizar histórias com protagonistas negros

A dançarina Lore Improta é mãe da pequena Liz, uma criança negra fruto do relacionamento com o cantor Léo Santana, e aponta a imporância de mostrar aos filhos histórias com protagonismo negro. Trazer narrativas que não carreguem apenas dor e sofrimento, mas possibilidades múltiplas é essencial. 

“A Liz adora o momento da leitura, então priorizo histórias com personagens pretos, bonecas que ela olhe e se sinta representada, filmes com protagonistas negros”, disse Lore, em entrevista à revista Quem, sobre como leva representatividade para dentro de casa. 

Valorizar a cultura ancestral dos filhos

Além disso, é essencial a aproximação à cultura ancestral. Levar as referências de manifestações culturais do povo negro brasileiro aos filhos, como o afoxé, a capoeira, o samba de roda, entre outras. 

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Conscientização sobre as relações raciais

Para ser mães e pais antirracistas, o letramento racial é um passo necessário, até porque muitos pais brancos só se deparam com o racismo quando seus filhos negros chegam. Por isso, a consciência sobre as relações raciais presentes na sociedade impulsiona a reconhecer e questionar estereótipos, preconceitos, discriminações e injustiças raciais. 

“O episódio em que Liz sofreu racismo na internet foi o ponto de partida para iniciar as aulas de letramento racial. Desde quando estava grávida, eu sabia que muitos dos desafios que ela já enfrentou e ainda enfrentará eram desconhecidos para mim. E a forma de mudar isso, de poder proteger a minha filha, era estudando”, destacou Lore.

Rede formada por pessoas negras

Ter amigos negros e negras (se não houver familiares), pessoas pelas quais seus filhos possam se sentir inspirados.

“Me cerco de mulheres pretas e me coloco em um lugar de escuta e aprendizado para poder levar conhecimento aos meus filhos, mas, principalmente, para a minha filha, que hoje tem referências de mulheres pretas maravilhosas”, disse a atriz e modelo Giovanna Ewbank, ao UOL, sobre a filha Chissomo (Títi), de 10 anos. 

Giovanna Ewbank e Títi, de 10 anos
Giovanna Ewbank e Títi, de 10 anos
Foto: Reprodução/Instagram/gioewbank

Reforçar a autoestima 

Elogiar, cuidar dos cabelos e da pele, é fundamental para reforçar a autoestima dos filhos negros. 

“Eu, enquanto mulher branca, podia ter ficado no meu lugar de conforto. Antes, eu ficava. Apressava as meninas para arrumarem o cabelo logo, não procurava os produtos certos, entre outras coisas. Mas decidi sair da bolha branca hegemônica”, afirmou a atriz Samara Felippo, mãe de duas meninas negras, ao UOL. 

Fonte: Redação Nós
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