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Justiça do DF julgará recurso de Piquet em condenação de R$ 5 milhões por racismo contra Hamilton

Em março deste ano, ex-piloto foi condenado a pagar indenização a entidades de direitos humanos e LGBT+ por declarações contra o piloto de F-1 da Mercedes

10 out 2023 - 11h13
(atualizado às 12h48)
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Heptacampeão mundial, Lewis Hamilton vive o 'último ano de seu contrato atual com a equipe Mercedes.
Heptacampeão mundial, Lewis Hamilton vive o 'último ano de seu contrato atual com a equipe Mercedes.
Foto: Divulgação/Mercedes-Benz / Estadão

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) vai julgar nesta quarta-feira, dia 11, recurso do ex-piloto Nelson Piquet em ação na qual ele foi condenado por racismo em primeira instância. Em março deste ano, o tricampeão mundial de Fórmula 1 foi sentenciado a pagar indenização de R$ 5 milhões a entidades de direitos humanos e LGBT+ por ter chamado o piloto Lewis Hamilton de "neguinho".

O recurso será analisado pela 4ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do DF. Nele, a defesa de Piquet tentará reverter a decisão inicial, do juiz Pedro Matos de Arruda, da 20ª Vara Cível de Brasília. Trata-se da segunda tentativa de Piquet de mudar a condenação inicial. Na primeira, em maio, os advogados apresentaram embargos contra a decisão inicial, mas não tiveram sucesso. Os pedidos foram rejeitados pela juíza Thaissa de Moura Guimarães.

10 frases que revelam racismo 10 frases que revelam racismo

Piquet foi flagrado usando termo racista para se referir a Lewis Hamilton em vídeo de 2021 que circulou nas redes sociais e ganhou repercussão somente no ano passado. É possível ouvir o ex-piloto chamando o heptacampeão de "neguinho" ao comentar um acidente envolvendo o inglês e Max Verstappen - namorado de sua filha, Kelly Piquet - durante o GP da Inglaterra de F-1.

"O neguinho meteu o carro e não deixou (o Verstappen desviar). O neguinho deixou o carro porque não tinha como passar dois carros naquela curva. Ele fez de sacanagem. A sorte dele foi que só o outro se f**. Fez uma p*** sacanagem", criticou Piquet, em entrevista ao jornalista Ricardo Oliveira, na época.

Piquet também usou termos homofóbicos para comentar sobre o ex-piloto Keke Rosberg e o seu filho Nico. "O Keke? Era uma b**. Não tinha valor nenhum. É que nem o filho dele (Nico). Ganhou um campeonato. O neguinho (Hamilton) devia estar dando mais o c* naquela época e estava meio ruim", disse Piquet.

A ação contra Piquet foi movida pela Educafro (responsável por promover a inclusão de negros nas universidades públicas e particulares), o Centro Santo Dias (órgão de defesa dos direitos humanos), a Aliança Nacional LGBTI+ e a Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas. As entidades citam "reparação de dano moral coletivo e dano social infligidos à população negra, à comunidade LGBTQIA+ e ao povo brasileiro de modo geral" para justificar o processo.

Inicialmente, as entidades pediam R$ 10 milhões na ação. O magistrado alegou o fato de Nelson Piquet ter feito doações para a campanha de reeleição do ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2022, no valor de R$ 501 mil. Como a Lei nº 9.504/97, da Justiça Eleitoral, limita as doações e contribuições a campanhas eleitorais a 10% dos rendimentos brutos, o juiz considerou que Piquet teria arrecadado em 2021 mais de R$ 5 milhões.

Estadão
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