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"Eu não exagerei", diz repórter que denunciou mascote do Inter por importunação sexual

Gisele Kümpel, do Canal Monumental, está sendo alvo de ataques nas redes sociais após denúncia e afirma que não vai se calar

27 fev 2024 - 11h36
(atualizado às 11h38)
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A jornalista Gisele Kümpel disse que não irá se calar após ter sofrido importunação sexual
A jornalista Gisele Kümpel disse que não irá se calar após ter sofrido importunação sexual
Foto: Reprodução: X/Gikumpel/Instagram/scinternacional

A repórter Gisele Kümpel, do Canal Monumental, está sendo alvo de ataques nas redes sociais após denunciar o mascote do Internacional por importunação sexual. A jornalista afirmou que o intérprete do mascote a beijou sem o seu consentimento durante o Gre-Nal, em Porto Alegre.

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"É muito ruim quando as pessoas começam a duvidar, porque tu começa a se questionar: 'Nossa, será que eu exagerei?'. Mas tem que pensar: 'Não, eu não exagerei'. Eu tenho duas filhas, uma de 12 e uma de 10 [anos]. Eu não posso, simplesmente, me calar e deixar que isso, daqui a pouco, aconteça com elas", disse ao g1.

De acordo com ela, a importunação aconteceu no segundo tempo do Gre-Nal, jogo entre o Grêmio e o Internacional, no último domingo, 25. O homem se aproximou dela no final da partida e, em seguida, a abraçou e a beijou.

"Quando sai o gol, em vez de comemorar com a torcida, ele vem e para do meu lado. Eu estava relatando o lance para o canal e ele vem e me abraça de lado. Fecha os dois braços em mim e fica alguns segundos. Não foi um tapinha nas costas. E ele, com a máscara, vem para me dar um beijo. Senti o suor dele em mim e o barulho do beijo", contou.

Após a importunação, Gisele acredita que teve uma crise de pânico. "Comecei a tremer. 'Só um pouquinho, ele não pode me abraçar, tem algo errado acontecendo aqui'. Começou a me dar uma crise de pânico, de angústia. Eu paralisei", disse.

Gisele registrou um boletim de ocorrência na delegacia da Polícia Civil no Estádio Beira-Rio e afirmou que também irá pedir uma medida protetiva contra o funcionário, que foi afastado das suas funções. O caso está sendo investigado pela 1° Delegacia da Mulher de Porto Alegre.

Nas redes sociais, Gisele escreveu: "Mais um dia a mulher querendo fazer seu trabalho no futebol e sofrendo com isso, com alguns idiotas que são criminosos. Vou até o fim para que mais nenhuma mulher passe por isso". 

Em nota à imprensa, o Internacional se pronunciou sobre o caso. "Esperando a célere resolução do caso, o funcionário responsável pelo mascote e o próprio Clube estarão a disposição das autoridades. Até a conclusão do procedimento, o funcionário ficará afastado da representação do Saci", informou.

O clube ainda afirmou "que encaminhou as imagens de seu circuito interno de monitoramento para a Delegacia responsável pela apuração do episódio".

"O Sport Club Internacional manifesta seu respeito ao trabalho de toda a imprensa e repudia todo e qualquer caso em que haja importunação ou manifestação de cunho preconceituoso", diz a nota.

O Terra NÓS entrou em contato com a Polícia Civil para mais esclarecimentos. A matéria será atualizada caso as autoridades retornem.

Fonte: Redação Nós
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