Após ser eleita senadora por Nova York, terça-feira à noite, a primeira-dama dos EUA, Hillary Rodham Clinton, foi chamada de "rainha" daquele Estado. Na mesma noite, ela recebeu outro título, o de "a nova rainha de Hollywood", ao herdar de seu marido, o presidente Bill Clinton, o prestígio entre os influentes atores e diretores. Na "quase eterna noite" dos resultados, 75 perosnalidades do showbiz se reuniram no Restaurante Elaine, reduto dos famosos, em Manhattan. Quando perceberam que o presidente e a primeira-dama não viriam, estrelas como Glenn Close, Robert De Niro, Jon Bon Jovi e Uma Thruman entre outros, não tiveram dúvida: subiram em suas limousines e rumaram para o hotel onde o casal presidencial passaria a noite, em Midtown, para render-lhe suas homenagens. Comandando os famosos estava o diretor da empresa cinematográfica Miramax, Harvey Weinstein.
Muitos entendem que a eleição de Hillary caiu do céu para os produtores e diretores de Hollywood que, durante oito anos, apoiaram o presidente americano, inclusive financeiramente. O "órfãos de Bill Clinton" também não gostavam da idéia de apoiar seu vice, Al Gore.
Ao contrário: é a primeira-dama que tem, na opinião deles, o carisma e a competência suficiente para administrar a Casa Branca dentro de quatro anos, ainda que ela jure que não pensa no assunto. "Quero servir, por seis anos, aos que me elegeram em Nova York", afirmou. "Ainda nem pensei onde comprarei minha nova casa em Washington", concluiu Hillary, que no fim de fevereiro entrega as chaves da Casa Branca à futura inquilina - ainda sem rosto.
Todo mundo igual A popularidade de Hillary e sua vitória incontestável sobre o candidato republicano, Rick Lazio, poderá lhe trazer problemas no Senado federal. "Será mais uma senadora entre os 100 da casa - todos são iguais. E ela terá de se acostumar", disse o líder da maioria republicana no Senado, Trent Lott. "Gozar de uma grande atenção da mídia para conseguir objetivos no Senado não acontece. Se for inteligente, ela se manterá em segundo plano por algum tempo", agregou Lott. Hillary, porém, parece não estar disposta a seguir o conselho do futuro colega e organizou uma coletiva de imprensa em Nova York, atraindo jornalistas de todo o país. Questionada sobre uma possivel candidatura à presidencia, em 2004, respondeu que não.
Ontem à noite, Hillary foi a estrela da recepção em Washington por ocasião dos 200 anos da Casa Branca.
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