Seu engenheiro mal conseguia respirar enquanto o montava, pois ele não parava de voar; após 65 anos de fracassos, o menor motor elétrico do mundo finalmente está funcionando
Um motor elétrico menor que um grão de areia. Tão leve que se desintegraria no ar se caísse no chão. Tão frágil que poderia entortar com o simples toque de uma ferramenta. E, no entanto, tão fascinante que exigiu meses de trabalho meticuloso de uma equipe de engenheiros com ferramentas de relojoeiro e imensa paciência.
Seu tamanho mal ultrapassa 0,4 milésimos de milímetro cúbico, tornando-o imperceptível a olho nu e o menor motor elétrico artesanal do mundo.
Criado pela Chromonova Engineering, presta homenagem ao lendário motor McLellan. E embora não conseguisse atingir a rotação funcional completa... até agora. Um experimento que abre uma janela para o futuro da nanoeletrônica artesanal, onde grandes ideias são construídas em escalas minúsculas.
Um desafio que começou em 1959 e continua a inspirar
A história do menor motor do mundo começou com uma frase provocativa do físico Richard Feynman em sua famosa palestra "Há muito espaço lá embaixo" (1959). Feynman ofereceu um prêmio a quem conseguisse construir um motor elétrico que coubesse dentro de um cubo de 1/64 de polegada (cerca de 0,4 mm).
O desafio foi aceito por William McLellan, que, com nada além de sua engenhosidade e ferramentas convencionais, conseguiu construí-lo em seu tempo livre. Essa conquista surpreendeu a comunidade científica e tecnológica e nunca foi repetida... até agora.
Inspirados por esse motor pioneiro, os especialistas da Chromonova Engineering decidiram replicá-lo com uma abordagem semelhante: ferramentas ...
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