Parece mentira, mas os números confirmam: Brasil bate Japão em vendas e lidera revolução eletrificada nos carros
Sem subsídios massivos, país acelera na adoção de carros plug-in, encosta nos EUA e deixa potências tradicionais para trás
Às vezes parece exagero (ou marketing), mas desta vez os números são cristalinos: o Brasil virou um protagonista na eletrificação automotiva. Algo que, até poucos anos atrás, parecia inviável num mercado historicamente dependente de combustíveis fósseis e cercado por desconfiança sobre infraestrutura e preço.
Segundo dados consolidados da Bright Consulting, o país fechou dezembro de 2025 com 9,1% de participação para veículos com plugue — somando elétricos puros (BEV) e híbridos plug-in (PHEV). Em volume, foram 24.064 emplacamentos em um único mês, um recorde histórico. Se incluirmos os híbridos convencionais, o número passa da casa dos 12%, mas é justamente no recorte dos modelos recarregáveis que o salto brasileiro chama atenção.
Esse avanço conecta o Brasil a um fenômeno batizado pelo think tank Ember como EV Leapfrog: quando mercados emergentes "pulam etapas" e passam a adotar tecnologia limpa mais rápido do que países tradicionalmente ricos. E a comparação internacional mostra como esse cenário deixou de ser exceção.
Na Itália, por exemplo, o InsideEVs aponta 6,5% de participação plug-in em 2025 — com picos mensais impulsionados por incentivos específicos. Diferente dali, o crescimento brasileiro ocorreu de forma orgânica: nada de descontos diretos na nota fiscal. O movimento veio de preços mais competitivos, mais opções à venda e consumidores entendendo, na prática, quanto se economiza ao carregar em vez de abastecer.
O dado mais simbólico? O Brasil superou o Japão — que ...
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