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Para não perder tudo para a China e seus carros elétricos, fabricantes europeus imploram para que Europa mude regras

Diante da concorrência da China e do prazo de 2035, que marca o fim dos motores de combustão, fabricantes europeus de automóveis estão tentando convencer Bruxelas a flexibilizar suas regras Eles defendem a integração de híbridos na estratégia de descarbonização, seguindo um modelo inspirado em Pequim

29 set 2025 - 08h16
(atualizado em 29/9/2025 às 14h18)
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Foto: Xataka

Em carta enviada à Comissão Europeia no final de agosto, as organizações profissionais ACEA ( Associação Européia de Produtores de Carros) e Clepa (Associação Européia de Fornecedores de Carros) alertam para a impossibilidade de atingir o que consideram objetivos "rígidos". Segundo elas, forçar toda a inovação para 100% elétrico coloca em risco o principal setor industrial da Europa, já enfraquecido pela concorrência asiática. Ola Källenius, presidente da ACEA e chefe da Mercedes-Benz, acredita que a Europa deveria "copiar o manual chinês", combinando veículos elétricos e híbridos para reduzir as emissões de forma mais ampla. Matthias Zink, CEO da fornecedora Schaeffler e presidente da Clepa, concorda: "O que a China fez bem foi evitar a regulamentação baseada em tecnologia."

Bruxelas sob pressão

A Comissão Europeia já concedeu alguns relaxamentos, como a possibilidade de os fabricantes ampliarem o cumprimento das metas de emissões estabelecidas para 2025. Também impôs tarifas adicionais aos veículos elétricos chineses, que acusa de serem subsidiados e distorcerem a concorrência. Mas Bruxelas permanece inflexível, por enquanto, quanto à data de 2035, mesmo com profundas divisões no setor.

Enquanto a Mercedes-Benz vendeu apenas 8% de seus veículos 100% elétricos no primeiro semestre do ano, a BMW atingiu 18%, a Renault 16% e a Volkswagen 11%. Alguns players, como a Volvo Cars e a Polestar, alertam contra qualquer retração, sob o risco de desencorajar investidores e consumidores....

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