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O Canal do Panamá tem um problema, e o México acredita ter a solução: um trem que liga dois oceanos em sete horas

O Corredor Interoceânico do Istmo de Tehuantepec conecta dois oceanos com ferrovias, portos e zonas industriais; Seu objetivo é competir com o Canal do Panamá e evitar crises causadas por restrições ao tráfego marítimo

30 mar 2026 - 10h12
(atualizado às 12h24)
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Foto: Xataka

Durante décadas, as ferrovias no México foram pouco mais que uma relíquia funcional. Além de rotas icônicas como "El Chepe", o transporte ferroviário de passageiros havia sido praticamente relegado ao esquecimento até apenas três anos atrás, quando os projetos de infraestrutura mais importantes do país começaram a ganhar impulso.

Primeiro com o Trem Interurbano Cidade do México-Toluca e depois com o badalado Trem Maya. E, paralelamente, sem muito alarde, o México lançou um projeto ainda mais ambicioso: um corredor ferroviário conectando dois oceanos que aspira competir com ninguém menos que o Canal do Panamá.

Um "canal seco" que visa mudar o comércio global

O chamado Corredor Interoceânico do Istmo de Tehuantepec não é um canal, mas um sistema logístico que conecta o Pacífico (Salina Cruz, Oaxaca) ao Atlântico (Coatzacoalcos, Veracruz) por meio de cerca de 300 km de ferrovias modernizadas, portos e uma rede de parques industriais.

Como funciona? Essencialmente, os contêineres chegam de navio a um oceano, atravessam o país de trem e são reenviados para o outro lado. O objetivo é concluir todo o processo em menos de sete horas e atingir uma capacidade de até 1,4 milhão de contêineres por ano, segundo dados oficiais.

Essa iniciativa faz sentido após as restrições enfrentadas no Canal do Panamá em 2023 devido à escassez de água, um problema que evidenciou a necessidade de alternativas. Além disso, o corredor visa um nicho muito específico: navios novos e de grande porte que nem sempre...

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