Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Velozes e Furiosos: exposição celebra os 25 anos da franquia

Exibição funciona como um antídoto à física ignorada dos filmes recentes e foca na herança mecânica que transformou o carro em um manifesto cultural

30 mar 2026 - 10h00
Compartilhar

Há 25 anos, antes de SUV virar padrão universal, um filme de orçamento relativamente contido colocou neon, nitro e corridas ilegais no centro da cultura global. Velozes e Furiosos não só estourou nas bilheterias, mas também reorganizou o imaginário automotivo.

O que era relegado a noite em postos de combustível e fóruns obscuros virou linguagem dominante. De repente, o carro deixou de ser só meio de transporte e passou a ser manifesto: estética, tribo, pertencimento. E, obviamente, "família".

No Brasil, o impacto foi imediato. Encontros cresceram, projetos caseiros ficaram mais ambiciosos e o JDM virou fetiche até em quem nunca tinha visto um Skyline de perto. Se formava uma geração que aprendeu a ver potência, preparação e identidade como partes do mesmo pacote.

Agora o capítulo final da franquia, marcado para 2028, se aproxima. E a celebração mais honesta do legado de Velozes e Furiosos não está nos saltos impossíveis entre arranha-céus ou nos roteiros cada vez mais absurdos. O Petersen Automotive Museum, em Los Angeles, abre espaço para o verdadeiro alicerce da saga: aço, graxa e cultura.

A exposição composta por 20 icônicos modelos funciona quase como um antídoto contra o exagero dos últimos filmes. Em vez de CGI, entrega chassi. Em vez de física ignorada, história preservada.

Parte do acervo veio de colecionadores nos Estados Unidos e na Europa. Até mesmo Vin Diesel colocou carros da sua garagem no circuito.

São veículos que nunca foram figurantes. O Toyota Supra 1993 não é apenas o carro de Brian O'Conner, personagem do saudoso Paul Walker. É talvez o símbolo máximo de uma era em que performance e carisma andavam juntos na franquia.

Ao lado dele, Mazda RX-7, Honda Civic, Acura Integra e o Eclipse verde compõem um lineup que parece mais uma capa de revista voltada para entusiastas do início dos anos 2000 do que um acervo museológico.

O Nissan 240SX de Letty, com DNA JDM legítimo, aponta para o underground que alimentou a franquia. O Honda S2000 rosa de Suki, exagerado, quase cartunesco, é lindíssimo.

Quando a linha do tempo avança para Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio, entra em cena a cultura do drift. Aqui temos direito a Lancer Evolution IX sobrevivente de set e ao Mustang 1967 com motor RB26 — espécie de heresia mecânica que virou poesia.

A tração traseira de um muscle car icônico como o Mustang somada às tortuosas estradas das montanhas do Japão dão vida à sequência final de "Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio". Ao volante, o norte-americano expatriado Sean Boswel (Lucas Black) enfrenta seu arquirrival japonês em uma disputa de drift.
A tração traseira de um muscle car icônico como o Mustang somada às tortuosas estradas das montanhas do Japão dão vida à sequência final de "Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio". Ao volante, o norte-americano expatriado Sean Boswel (Lucas Black) enfrenta seu arquirrival japonês em uma disputa de drift.
Foto: Divulgação / Estadão

No meio disso tudo, repousa o Chevelle SS 1970 de Dominic Toretto. Menos chamativo, menos colorido, mas talvez o mais importante carro de toda a mostra.

Caminhar por essa exposição é entender que Velozes e Furiosos nunca foi só sobre carros. É também perceber que, sem eles, nada disso existiria. O resto (as explosões, missões globais e absurdos narrativos) veio depois.

No fim, o legado é simples: uma cultura que saiu da margem e tomou o centro. Virou uma diversão de toda a família e tem seu capítulo final marcado, ao menos por ora, para 2028.

A exposição que celebra os 25 anos da saga, por sua vez, ficará com as portas abertas até 2027. Não há previsão de que a mostra venha ao Brasil.

Estadão
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra