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O aspecto mais surpreendente de um Pagani de três milhões de dólares não é o seu motor: só os seus 2.000 parafusos custam mais do que um Porsche novo

A Pagani utiliza titânio até mesmo nos fixadores e em outras peças que, em qualquer outro carro, passariam despercebidas; A atenção dedicada a cada componente ajuda a explicar por que seus hipercarros custam vários milhões

9 ago 2026 - 13h20
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O aspecto mais surpreendente de um Pagani de três milhões de dólares não é o seu motor: só os seus 2.000 parafusos custam mais do que um Porsche novo
O aspecto mais surpreendente de um Pagani de três milhões de dólares não é o seu motor: só os seus 2.000 parafusos custam mais do que um Porsche novo
Foto: Xataka

A Pagani não fabrica apenas supercarros; ela cria obras de arte exclusivas sobre rodas que figuram entre os automóveis mais caros do mundo. No entanto, para entender por que essas máquinas extraordinárias e exclusivas — acessíveis a poucos privilegiados — custam milhões de euros, não é preciso olhar para o motor V12 ou para os materiais do acabamento... Basta observar algo aparentemente insignificante: um parafuso.

Como demonstra Mat Watson, do canal Carwow, em um vídeo no YouTube sobre sua visita à fábrica da Pagani em Modena (uma visita que desperta muita inveja), cada carro da marca utiliza cerca de 2.000 parafusos de titânio. Cada parafuso custa aproximadamente 60 libras (cerca de R$ 398), elevando o valor total das peças de fixação para cerca de 120 mil libras — ou aproximadamente R$ 803,2 mil, na cotação atual.

Esse valor supera o preço de um Porsche Cayenne novo e é suficiente para comprar um Porsche Panamera, cuja versão de entrada custa a partir de cerca de 137.560 euros (R$ 794.904) na Espanha.

Na Pagani, até mesmo um parafuso precisa parecer uma joia.

Os parafusos da Pagani estão longe de ser peças de fixação comuns produzidas em massa: são feitos de titânio e trazem o logotipo da Pagani gravado a uma profundidade de apenas dois mícrons (0,002 mm). Embora essa medida seja praticamente imperceptível a olho nu, ela resume perfeitamente a filosofia de Horacio Pagani: cada componente do carro, por menor que seja, merece atenção — mesmo que o cliente nunca chegue a vê-lo.

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