50 anos atrás, tentou-se levar o luxo dos cruzeiros para os ônibus. Cem pessoas em um bar provaram que era uma péssima ideia
Em 1975, a Neoplan apresentou um dos maiores ônibus já construídos. Esse gigantismo trouxe uma série de problemas
Se você procurar por "Jumbocruiser" no Google, encontrará um ônibus alugado para viagens de longa distância. Longuíssimas. E luxuosas. Daquelas usadas para transportar artistas em turnês pela Europa, com sofás, camas e pequenos espaços para refeições. Mas tudo isso já havia sido feito antes.
E o mais interessante é que a ideia original era tornar esse tipo de viagem acessível a qualquer pessoa. Afinal, o nome Jumbocruiser está longe de ser uma novidade. Há mais de 50 anos, alguém já havia proposto usar esse nome para um ônibus. Esse alguém foi a Neoplan, empresa que, na década de 1960, assumiu um desafio ambicioso: reinventar as viagens rodoviárias.
A ideia era criar uma nova forma de fazer turismo. O resultado, porém, foi um veículo tão gigantesco que acabou sendo vítima do próprio tamanho.
28 toneladas e 144 passageiros a bordo
Salão do Automóvel de Frankfurt, 1975. A Neoplan apresenta o Jumbocruiser, o maior ônibus do mundo — título que perderia no fim dos anos 1980. Para acomodá-lo, era preciso espaço: quase 19 metros de comprimento. E isso não era tudo. O veículo também exigia tetos altos, já que tinha cerca de 4 metros de altura, do chão ao teto.
Com seus 2,5 metros de largura, o Jumbocruiser era um verdadeiro colosso que não passou despercebido durante o salão. Bastava olhar para perceber que não se tratava de um veículo comum. Afinal, não é todo dia que se vê um ônibus articulado de dois andares, quase 20 metros de comprimento e 28 toneladas de peso. Sim, você leu ...
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