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Em 1918, um homem comprou selos defeituosos e com erros por 20 dólares; em 2023, um deles valia 2 milhões de dólares

E tudo porque, em 1918, uma folha defeituosa conseguiu passar pelos controles e cair nas mãos do único cliente que sabia o que estava vendo

19 set 2026 - 16h07
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Resumo
Em 1918, William T. Robey comprou por 24 dólares uma folha com 100 selos comemorativos do correio aéreo dos EUA que continham uma rara falha: a imagem do biplano Curtiss Jenny estava impressa de cabeça para baixo devido a um erro na passagem dupla pela prensa. Ciente da raridade gerada pela impressão bicolor em plena guerra, o colecionador adquiriu o lote defeituoso, que se tornou um tesouro filatélico histórico, alcançando o valor impressionante de 2 milhões de dólares por unidade em 2023.
Em 1918, um homem comprou selos defeituosos e com erros por 20 dólares. Em 2023, um deles valia 2 milhões de dólares.
Em 1918, um homem comprou selos defeituosos e com erros por 20 dólares. Em 2023, um deles valia 2 milhões de dólares.
Foto: Xataka

Em 14 de maio de 1918, William T. Robey saiu do trabalho durante o horário de almoço e entrou em uma agência dos Correios em Washington. Ele pediu uma folha dos novos selos de correio aéreo, pagou os 24 dólares (cerca de R$ 123 na cotação atual) correspondentes às 100 unidades e saiu com algo extraordinário: todos os aviões estavam impressos de cabeça para baixo. Robey sabia que havia encontrado um erro valioso.

O que ele ainda não podia saber era a dimensão desse valor.

Impressão complexa, oportunidade de ouro

Os Estados Unidos estavam inaugurando seu serviço regular de correio aéreo e decidiram celebrá-lo com um selo de 24 centavos que trazia um Curtiss JN-4H "Jenny", um dos biplanos utilizados naquelas primeiras rotas. O design tinha um inconveniente que os colecionadores detectaram imediatamente: exigia duas cores — azul para o avião e vermelho-carmim para a moldura —, o que significava que cada folha precisava passar duas vezes pela prensa.

Bastava colocar o papel na orientação incorreta durante uma dessas passagens para produzir um erro espetacular. Em plena Primeira Guerra Mundial, e com o Departamento de Gravação e Impressão operando sob enorme carga de trabalho, entusiastas como Robey começaram a visitar as agências dos Correios esperando justamente que algo desse errado.

100 aviões de cabeça para baixo

A oportunidade dele surgiu durante aquela pausa para o almoço. Quando o funcionário da agência da New York Avenue lhe mostrou uma folha completa, Robey viu imediatamente ...

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