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Veja como anda o novo compacto da Mercedes-Benz

8 out 2012 - 11h28
(atualizado em 8/10/2012 às 10h19)
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Karina Craveiro
Direto de São Bernardo do Campo

No lançamento do novo Mercedes-Benz Classe B no Brasil, os executivos da marca disseram que o modelo teria o melhor da marca alemã, além de uma pegada mais esportiva que a geração antiga. Atributos que, até então, não caracterizavam o modelo, que tinha "jeitão" de minivan e equipamentos limitados, abaixo do esperado nos veículos da fabricante da estrela de três pontas.

A tal "promessa" da Mercedes foi avaliada em um test-drive de cerca de 100 km, que teve início na sede da fábrica de caminhões, em São Bernardo do Campo, em São Paulo. A bordo do Classe B, na versão Turbo Sport, oferecida por R$ 129.900, até sair da inércia requer atenção ¿ ou pelo menos costume. Quando a partida é dada, o motorista precisa desativar com a mão o freio de estacionamento, que é elétrico, e está posicionado abaixo do comando dos faróis. O câmbio, automático de sete velocidades, com opção manual e troca de marchas no volante, também não está no meio do console.

O motorista deve fazer o acionamento por meio de um comando da seta, responsável apenas pelo câmbio. Com o 'D' selecionado, o Classe B anda os primeiros metros. De cara, dá para sentir o arrojo do novo motor 1.6 l de 156 cavalos, um dos pontos mais positivos do concorrente do BMW X1. A Mercedes diz que a aceleração até 100 km/h é cumprida em 8s4 e a velocidade máxima é de 220 km/h.

Mas não foi possível acelerar por muito tempo. Até então, a posição "altinha" do banco proporcionava boa dirigibilidade ao condutor. Com o trânsito engarrafado da rodovia por conta de neblina, o sistem Start/Stop entrou em ação por muitas vezes. A função do equipamento é desligar o motor em velocidades abaixo de 8 km, e religar o carro quando o acelerador é acionado. A ideia é economizar combustível e diminuir a emissão de gases poluentes. Mas o liga e desliga constante pode ser desacionado em um botão no painel central. Ainda bem.

Com o carro parado no engarrafamento, é hora de prestar atenção nas funcionalidades internas. A combinação entre couro sintético e materiais cromados incrementou o visual da Classe B, que tem até saídas de vento semelhantes ao superesportivo SLS AMG. Mas a falta de equipamentos chama mais a atenção que qualquer revestimento bem feito. Faltam itens como sensor de estacionamento traseiro, GPS, banco do motorista com comando elétrico, saída de ar-condicionado para o banco traseiro - e até um ar de duas zonas, comuns em modelos na casa do R$ 130 mil. Em contrapartida, estão disponíveis itens bastante modernos, como sensor de fadiga - que identifica sinais de cansaço do motorista, alertando-o para fazer uma pausa -, e o chamado "Active Park Assist", um auxiliar de estacionamento para a entrada e saída em vagas de baliza.

Com o trânsito liberado, cerca de 40 minutos depois, foi possível acelerar um pouco mais e sentir como o Classe B se portava nas curvas. A carroceria não torce, mesmo em trechos mais sinuosos, e a suspensão traseira independente - "Four-link" - proporciona conforto, principalmente para quem viaja na segunda fileira de bancos. Atrás, o espaço é suficiente para três ocupantes, que desfrutam de bom espaço para pernas e joelhos - graças ao 2,69 de entre-eixos.

Em velocidades mais elevadas, a direção elétrica atua de forma progressiva, e consegue aumentar, de fato, a resistência do volante à velocidade. Em termos de segurança, no entanto, a Mercedes não economizou equipamentos. Além de sete airbags - dianteiros, laterais, de cortina e joelho -, há uma "sopa de letras" que incluem freios ABS, freios adaptativos (ABR), controle eletrônico de estabilidade (ESP), distribuidor eletrônico de frenagem (EBD), controle de tração na aceleração (ASR), assistente de partida na subida (HSA), entre outros.

De acordo com a fabricante, a falta de alguns itens que parecem ser "básicos" não acontece à toa. A Mercedes justifica dizendo que houve uma pesquisa para a identificação de componentes de interesse do público-alvo do Classe B. O entendimento, no final, é que o abonado que desembolsar R$ 130.900 para iniciar na marca de luxo tem como prioridade possuir um modelo com a estrela no capô estacionado em sua garagem. E nada mais importa. O Classe B vale o quanto pesa.

Mercedes-Benz Classe B
Mercedes-Benz Classe B
Foto: Divulgação
Fonte: Terra
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