Veículos elétricos: como entender a cobertura de seguro e assistências em território nacional
Cobertura de bateria, assistência 24h especializada e oficinas capacitadas estão entre os pontos que exigem atenção
Com a popularização dos carros elétricos no Brasil, cresce também o interesse por seguros e assistências adequadas a esse tipo de veículo. Embora compartilhem parte das coberturas com os modelos a combustão, os elétricos exigem proteções e cuidados específicos — especialmente no que diz respeito a itens como a bateria e os cabos de recarga.
Segundo Jaime Soares, diretor de Seguro Auto da Porto Seguro, a cobertura básica — que inclui roubo, furto, perda parcial e total — permanece similar, mas há diferenciais importantes.
“Veículos elétricos demandam coberturas adicionais, como proteção para cabos de recarga e baterias, além de assistência 24h com guinchos preparados e oficinas com equipe treinada em tecnologia eletrificada”, explica.
O que muda na prática?
Entre as coberturas específicas mais comuns para veículos elétricos, destacam-se:
- Proteção contra danos e roubo de cabos de carregamento.
- Cobertura para baterias em casos de colisão, incêndio ou outros eventos previstos.
- Assistência 24h com protocolo especializado de transporte.
- Rede de oficinas credenciadas capacitadas para lidar com tecnologias eletrificadas.
Soares reforça que esse suporte é essencial não apenas por questões técnicas, mas também de segurança, considerando as diferenças estruturais dos veículos elétricos em comparação aos tradicionais.
Assistência além do seguro
Algumas seguradoras também oferecem a instalação de carregadores residenciais — um item que, embora não interfira diretamente no seguro do carro, pode afetar o seguro residencial se não for feito de forma adequada.
“Na Porto, o serviço é disponibilizado para qualquer pessoa, sem exigência de vínculo com a seguradora, e inclui garantia, testes de funcionamento e integração com aplicativos, quando aplicável”, diz.
Seguro para elétricos é mais caro?
Segundo Soares, de forma geral, sim. Isso ocorre principalmente por causa do alto custo das peças, da mão de obra especializada e da baixa oferta de oficinas capacitadas no país — cenário que, segundo Soares, vem mudando com o avanço da eletrificação. Ainda assim, o valor final da apólice depende de fatores como modelo do carro, tempo de uso, região e perfil do condutor.
O que observar antes de contratar um seguro?
Para não ser pego de surpresa, o consumidor deve estar atento a pontos específicos, como:
- Cobertura para a bateria e cabos de recarga.
- Qualificação da rede de oficinas.
- Limites e exclusões da apólice.
- Adequação do plano ao perfil de uso e local de circulação.
O especialista também recomenda comparar propostas e verificar se há suporte técnico específico para veículos elétricos no pacote escolhido. No caso da Porto Seguro, a empresa afirma ter mais de 45 mil corretores parceiros para auxiliar na escolha da apólice mais adequada.
Com o aumento das vendas de elétricos no país, o mercado de seguros e assistências começa a se adaptar a essa nova demanda — que envolve não apenas proteção veicular, mas também a infraestrutura necessária para sustentar essa transformação da mobilidade urbana.