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Veículos elétricos: como entender a cobertura de seguro e assistências em território nacional

Cobertura de bateria, assistência 24h especializada e oficinas capacitadas estão entre os pontos que exigem atenção

31 jul 2025 - 04h59
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Foto: Getty Images

Com a popularização dos carros elétricos no Brasil, cresce também o interesse por seguros e assistências adequadas a esse tipo de veículo. Embora compartilhem parte das coberturas com os modelos a combustão, os elétricos exigem proteções e cuidados específicos — especialmente no que diz respeito a itens como a bateria e os cabos de recarga.

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Segundo Jaime Soares, diretor de Seguro Auto da Porto Seguro, a cobertura básica — que inclui roubo, furto, perda parcial e total — permanece similar, mas há diferenciais importantes.

 “Veículos elétricos demandam coberturas adicionais, como proteção para cabos de recarga e baterias, além de assistência 24h com guinchos preparados e oficinas com equipe treinada em tecnologia eletrificada”, explica.

O que muda na prática?

Entre as coberturas específicas mais comuns para veículos elétricos, destacam-se:

  • Proteção contra danos e roubo de cabos de carregamento.
  • Cobertura para baterias em casos de colisão, incêndio ou outros eventos previstos.
  • Assistência 24h com protocolo especializado de transporte.
  • Rede de oficinas credenciadas capacitadas para lidar com tecnologias eletrificadas.

Soares reforça que esse suporte é essencial não apenas por questões técnicas, mas também de segurança, considerando as diferenças estruturais dos veículos elétricos em comparação aos tradicionais.

Assistência além do seguro

Algumas seguradoras também oferecem a instalação de carregadores residenciais — um item que, embora não interfira diretamente no seguro do carro, pode afetar o seguro residencial se não for feito de forma adequada. 

“Na Porto, o serviço é disponibilizado para qualquer pessoa, sem exigência de vínculo com a seguradora, e inclui garantia, testes de funcionamento e integração com aplicativos, quando aplicável”, diz.

Seguro para elétricos é mais caro?

Segundo Soares, de forma geral, sim. Isso ocorre principalmente por causa do alto custo das peças, da mão de obra especializada e da baixa oferta de oficinas capacitadas no país — cenário que, segundo Soares, vem mudando com o avanço da eletrificação. Ainda assim, o valor final da apólice depende de fatores como modelo do carro, tempo de uso, região e perfil do condutor.

O que observar antes de contratar um seguro?

Para não ser pego de surpresa, o consumidor deve estar atento a pontos específicos, como:

  • Cobertura para a bateria e cabos de recarga.
  • Qualificação da rede de oficinas.
  • Limites e exclusões da apólice.
  • Adequação do plano ao perfil de uso e local de circulação.

O especialista também recomenda comparar propostas e verificar se há suporte técnico específico para veículos elétricos no pacote escolhido. No caso da Porto Seguro, a empresa afirma ter mais de 45 mil corretores parceiros para auxiliar na escolha da apólice mais adequada.

Com o aumento das vendas de elétricos no país, o mercado de seguros e assistências começa a se adaptar a essa nova demanda — que envolve não apenas proteção veicular, mas também a infraestrutura necessária para sustentar essa transformação da mobilidade urbana.

Fonte: Terra Content Solutions
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