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Próximo feriado 2026: 5 carros que gastam pouco e são bons para pegar a estrada

No Brasil de 2026, autonomia virou poder; listamos cinco carros que conseguem ir longe sem transformar cada quilômetro em uma negociação com o seu saldo bancário

22 fev 2026 - 18h31
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"Duna", a obra-prima de Frank Herbert adaptada por Denis Villeneuve, é, em essência, uma história sobre escassez. No deserto de Arrakis, cada gota d'água é um tesouro. No Brasil de 2026, o combustível ocupa esse altar. Não se trata apenas do preço muitas vezes proibitivo, mas da sensação permanente de que o brasileiro vive em um teste de sobrevivência.

Não à toa, pegar a estrada em um feriado prolongado virou um exercício de estratégia: autonomia, consumo e, acima de tudo, sanidade mental. Porque não adianta economizar no posto e perder tudo em desconforto, falta de fôlego numa ultrapassagem e, sobretudo, tomar aquele golpe fatal no bolso.

O Cronos nunca tentou ser cool. Nunca quis impressionar. Ele apenas aparece, faz o trabalho e vai embora. Como um trabalhador invisível que mantém tudo funcionando.

O motor 1.3 naturalmente aspirado que entrega até 107 cv e 13,7 kgfm tem construção simples (o que é ótimo no quesito manutenção), mas não deixa de ser eficiente. Sem turbo, sem complexidade, sem drama. Na estrada, entrega consumo real próximo de 15 km/l com gasolina.

O grande trunfo do sedã compacto é o conforto. A suspensão tem calibração macia, o modelo absorve com honestidade as irregularidades do solo e a cabine não transmite tensão. O porta-malas tem capacidade para bons 525 litros e, mesmo com acesso um tanto complicado, aceita malas, compras e até expectativas moderadas.

4- Toyota Corolla Hybrid

O Hyundai HB20 tem um dos conjuntos mais equilibrados do mercado. O motor 1.0 turbo de até 120 cv e 17,5 kgfm é eficiente e surpreendentemente disposto. Na estrada, entrega consumo de 14,7 km/l com gasolina, segundo o PBEV, e mantém velocidade com segurança.

O hatch tem direção leve sem ser anestesiada, suspensão bem calibrada e ergonomia que funciona. É um carro que não chama atenção, não tenta impressionar, mas entrega. Especialmente para quem quer um veículo que gasta pouco e é bom de pegar estrada.

Viajar no Brasil ainda é um exercício de adaptação. O combustível enfrenta inúmeras oscilações de preço, o asfalto nem sempre ajuda e o trânsito parece conspirar contra qualquer tentativa de fluidez. Ainda assim, alguns carros entendem o jogo.

Em "Duna: Parte Dois", Paul Atreides aprende que sobreviver no deserto não é um exercício que demanda apenas força. É sobre eficiência. Sobre usar apenas o necessário e respeitar os limites do ambiente.

Na estrada brasileira, vale o mesmo princípio. Os melhores carros não são os que gastam mais energia tentando provar algo. São os que chegam.

Portanto, na hora de viajar, o melhor a se fazer é uma escolha lógica. Às vezes vale a pena não se deixar levar pelas emoções. Afinal de contas, "o medo é o assassino da mente".

Estadão
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