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Kia Sorento 2026 volta ao Brasil apostando no diesel para enfrentar híbridos

SUV de sete lugares vem com motor turbodiesel, tração 4x4 e autonomia para disputar espaço com modelos eletrificados

24 ago 2026 - 09h31
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Foto: Divulgação / KIA

O Kia Sorento voltou ao mercado brasileiro após seis anos fora de linha com uma proposta que vai na contramão da maior parte dos SUVs médios atuais. Enquanto rivais apostam cada vez mais em sistemas híbridos completos, híbridos plug-in e até conjuntos totalmente elétricos, o modelo sul-coreano retorna em versão única com motor 2.2 turbodiesel, tração integral e sete lugares.

A estratégia pode parecer conservadora, mas o Sorento tem alguns argumentos para enfrentar os eletrificados. O motor 2.2 Smartstream turbodiesel entrega 194 cv e 45 kgfm de torque, combinado a um câmbio de dupla embreagem e oito marchas. O conjunto privilegia o torque em baixas rotações e oferece uma proposta adequada para quem utiliza o SUV em viagens longas.

Outro ponto importante é a autonomia. Com tanque de 67 litros e consumo declarado de 11 km/l na cidade e 13,5 km/l na estrada, o Sorento pode superar os 900 km de alcance em condições ideais de uso rodoviário. É uma característica que permite ao SUV competir com híbridos em uma das áreas mais valorizadas por quem viaja com frequência, mesmo sem qualquer auxílio elétrico.

O Sorento também aposta no espaço para se diferenciar. Com 4,81 metros de comprimento e 2,81 metros de entre-eixos, o SUV oferece sete lugares e porta-malas de 179 litros com todas as fileiras em uso. Com a terceira fileira rebatida, a capacidade sobe para 608 litros, chegando a quase 2.000 litros com os bancos traseiros rebatidos.

A tração 4x4 é outro diferencial diante de parte dos concorrentes eletrificados. O sistema permite ao motorista selecionar modos de condução específicos para diferentes tipos de piso, embora o Sorento seja mais voltado ao uso rodoviário do que a trilhas.

O problema está no preço. O Sorento EX chegou ao Brasil por R$ 399.990, depois passou por reduções e atualmente é anunciado por R$ 344.990. Ainda assim, o valor o coloca em uma disputa complicada com SUVs que oferecem algum nível de eletrificação.

O GWM Haval H9, por exemplo, parte de cerca de R$ 335 mil e também oferece sete lugares e tração 4x4. Já o Mitsubishi Outlander PHEV aparece por R$ 324.990 e aposta justamente na combinação entre motor a combustão e propulsão elétrica. O Volkswagen Tiguan R-Line, por sua vez, custa R$ 299.990, embora tenha apenas cinco lugares.

Nesse cenário, o Sorento não consegue competir pela tecnologia, mas tenta encontrar seu espaço em outra frente. O SUV aposta no conjunto tradicional formado por diesel, grande autonomia, tração integral, sete lugares e conforto para viagens longas.

É uma fórmula que está ficando cada vez mais rara no mercado brasileiro, mas que ainda pode atrair consumidores que não estão dispostos a depender de recarga elétrica ou que priorizam autonomia e praticidade em longas distâncias. O desafio da Kia será convencer esse público de que a proposta tradicional do Sorento ainda vale o preço diante da rápida evolução dos SUVs híbridos.

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