Já dirigimos: novo Mini John Cooper Works Cabrio é um esportivo de bolso
Renovado em abril deste ano, Mini John Cooper Works Cabrio traz visual único e oferece um dos melhores custo-diversão do mercado brasileiro
Existe um ditado que diz que os ‘melhores perfumes vêm nos menores frascos’. Tirando a parte olfativa, essa analogia também se aplica ao novo Mini John Cooper Works Cabrio. O hot hatch, que reúne um motor 2.0 turbo de 231 cv, baixo peso e pequenas dimensões, se mostrou um esportivo de verdade e um carro muito divertido. Dirigimos o novo Mini JCW no Rio de Janeiro (RJ) nos últimos dias.
A atual geração do Mini JCW chegou ao mercado brasileiro em abril deste ano. Ele é oferecido nas carrocerias hatch (R$ 319.990) e Cabrio (R$ 349.990). Ele traz a preparação tradicional das versões John Cooper Works, com ajustes específicos para a direção, suspensão e no sistema de freios, que trazem pinças vermelhas e discos Brembo nas quatro rodas.
Sob o capô, está o motor 2.0 turbo a gasolina de 231 cv de potência e 380 Nm de torque. Enquanto a potência é a mesma do modelo anterior, o torque subiu 60 Nm. O câmbio também é novo: sai um automático convencional de oito marchas e entra um automatizado de dupla embreagem e sete marchas, com trocas mais rápidas.
Some este conjunto a um peso de apenas 1.425 kg (com uma relação peso-potência de apenas 6,16 kg/cv) e às medidas de 3,87 m de comprimento, 1,74 m de largura e 1,43 m de altura, e temos uma receita para lá de animada. De acordo com a ficha técnica, o Mini John Cooper Works Cabrio vai de 0 a 100 km/h em 6,4 segundos e chega aos 245 km/h de velocidade máxima.
Ao volante, o modelo parece um brinquedo de gente grande. A direção é bem direta e firme em velocidades mais elevadas. Ele também responde de forma rápida ao pisar no acelerador, com um ronco grave e perceptível pelo som da turbina enchendo ao acelerar. A suspensão, por outro lado, é bem firme, como de costume nas versões John Cooper Works.
Ela deixa o carro bem estável em curvas, mas sofre bem em pistas com pavimentação ruim. Em ruas e estradas bem asfaltadas, é excelente. Lembra um kart como as propagandas da Mini sempre destacam? Sim e não, já que ele responde rápido e tem um entre-eixos bem curto (2,49 m, menor do que o de um Fiat Argo), com a diferença fundamental da tração dianteira, contra a traseira de um kart.
Outro ponto positivo é que, apesar de ser um carro baixo, o Mini JCW não raspou a frente e nem a traseira em momento nenhum durante o nosso rápido teste. Caso você queira chamar atenção, a versão conversível é a ideal. Ainda mais na bela cor Vermelho Chilli da unidade que testamos.
Afinal, ele é uma verdadeira antítese da maioria dos carros vendidos no Brasil: é conversível, tem duas portas, visual único e carismático. Pelas ruas cariocas, era bem comum ver olhares curiosos e até alguns comentários mais empolgados. O Mini JCW a combustão atual é, na verdade, uma reestilização profunda da geração anterior, enquanto a versão elétrica é totalmente nova.
Ele ganhou linhas mais minimalistas, com destaque para os novos faróis e lanternas com três opções de layout. Visualmente, a versão também se destaca pela grade frontal em preto brilhante com o logotipo John Cooper Works e pelas saídas de ar maiores. A versão também conta com entradas de ar adicionais com refletores verticais em vermelho ou preto, dependendo da cor do veículo.
Eles têm função aerodinâmica e também auxiliam no resfriamento do motor. Os faróis em LED trazem luzes diurnas horizontais específicas da JCW. Já a saída do escapamento é central e as rodas são de 17”. A versão Cabrio tem capota flexível, que pode ser acionada em velocidades de até 30 km/h e pode abrir e fechar completamente em apenas 18 segundos.
Por dentro, o acabamento conta com detalhes nas cores vermelho e preto tradicionais da linha JCW. Assim como a atual linha Mini, a versão JCW também ganhou um layout mais minimalista, que utiliza materiais sustentáveis no painel e nas portas. No entanto, algumas peças poderiam ter um toque mais refinado pelo preço cobrado. Também sentimos falta de um painel de instrumentos como no modelo anterior.
No modelo atual, o head-up display poderia exibir mais informações. O destaque fica para a nova central multimídia de 9,44" com formato redondo, que mantém o característico layout dos antigos Mini Cooper e reúne quase todas as funções de navegação e informações sobre o veículo.
Ela também é compatível com Android Auto e Apple CarPlay sem fio e comandos por voz. O funcionamento dela é bem intuitivo, e a tela tem boa resolução. Também gostamos do sistema de som assinado pela Harman Kardon, que conta com 12 alto-falantes e 365 watts de potência.
Ele ainda traz bancos esportivos com ajustes elétricos e funções de memória e massagem. Os assentos são confortáveis, mas o espaço traseiro é diminuto: apenas dois lugares e pouco espaço para as pernas. No entanto, essa não é uma preocupação muito grande para o possível comprador do Mini JCW Cabrio.
Na parte traseira, o porta-malas leva apenas 111 litros, mas é possível rebater os bancos traseiros para aumentar a capacidade. A lista de equipamentos é bem completa: Parking Assistant Plus, auxílio de manutenção em faixa e alertas de ponto cego, ACC, head-up display, câmera de ré, visão 360º, chave digital com comandos via smartphone, entre outros.
O novo Mini JCW Cabrio está disponível no Brasil em 11 opções de cores para a carroceria e 2 alternativas para a capota. Ele custa R$ 349.990 e traz uma das melhores relações de custo-diversão do mercado brasileiro. Tem um visual icônico, uma lista de equipamentos recheada, além de um desempenho empolgante. Quem dera a maioria dos carros vendidos no Brasil se parecesse mais com ele.