Grupo da Mercedes-Benz escapa de acusação de cooperar com apartheid
Uma juíza dos Estados Unidos decidiu na quinta-feira que a Daimler AG, grupo controlador da Mercedes-Benz, e a Rheinmetall AG, que vende equipamentos para forças armadas, não podem ser responsabilizadas pelas acusações de terem cooperado com os crimes cometidos pelo regime do apartheid na África do Sul.
A acusação afirmava que as duas empresas alemãs, assim como as empresas americanas Ford e IBM, teriam facilitado crimes raciais ao vender produtos como carros e computadores para as forças de segurança sul-africanas durante o apartheid.
A juíza distrital Shira Scheindlin de Nova York disse que as empresas alemãs não poderiam ser processadas sob uma lei que permite cidadãos de fora dos Estados Unidos a levar casos de violação das leis internacionais para as cortes americanas.
Scheindlin disse que as acusações não conseguiram demonstrar que os fatos do caso "tocam e afetam os EUA com força suficiente" para justificar o uso da lei. Advogados da Rheinmettal e da Daimler comemoraram a decisão. Um advogado da IBM recusou-se a comentar, assim como da Ford.