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De cada 10 americanos, 4 teriam carro chinês, mas altas tarifas não deixam, diz pesquisa

Pesquisa mostrou interesse do mercado, mas taxação torna improvável chegada em curto prazo; chinesas dobraram participação na Europa

25 ago 2025 - 13h10
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Uma pesquisa realizada pelo David Cantin Group (DCG) em parceria com a Kaiser Associates revelou que 40% dos consumidores norte-americanos considerariam comprar um carro de origem chinesa. O dado mostra um potencial interesse de mercado, mas, na prática, barreiras comerciais tornam improvável a chegada dessas marcas aos Estados Unidos no curto prazo.

O levantamento também ouviu concessionários. De forma surpreendente, 75% acreditam que uma marca chinesa iniciará operações nos EUA em até um ano. Contudo, analistas classificam esse cenário como altamente improvável diante do atual contexto político e comercial.

O setor automotivo tem sido um dos principais alvos da guerra comercial dos Estados Unidos com a China. Durante o governo Trump, veículos importados de países aliados, como Canadá, Japão e Europa, já enfrentaram tarifas adicionais ou ameaças de sobretaxa.

Sob a administração Biden, a política protecionista foi reforçada: tarifas sobre veículos chineses quadruplicaram, ultrapassando 100%. A medida buscou conter a expansão das montadoras da China, que vêm conquistando espaço sobretudo na Europa.

Avanço na Europa contrasta com bloqueio nos EUA

Enquanto encontram obstáculos nos Estados Unidos, as marcas chinesas têm avançado rapidamente no mercado europeu. No primeiro semestre de 2025, dobraram sua participação de mercado na União Europeia, com alta de 91% nas vendas em relação ao ano anterior. No mesmo período, a BYD superou a Tesla em vendas no continente.

Futuro incerto

O relatório aponta que a reeleição de Donald Trump representou um "duro golpe" para os planos das montadoras chinesas de estrear nos EUA. Ainda assim, os autores consideram "plausível" um lançamento controlado de veículos chineses sob a administração atual, embora não estejam claros os cenários que poderiam viabilizar esse movimento.

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Estadão
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