Confira os pontos fortes e fracos da substituta da Blazer
- Vinicius Pereira
- Direto de São Paulo
Para cobrar R$ 175 mil em um modelo, a General Motors (GM) precisava caprichar. E foi isso que ela fez com motor, conforto e tecnologia da nova Trailblazer - a sucessora da Blazer (a picape com capota derivada da S10). O Terra testou a versão com motor 2.8 turbo-diesel da nova aposta da montadora americana por cerca de 200 km na cidade, estrada e trechos off-road, onde, diga-se de passagem, ela se saiu melhor.
Começando pelos pontos altos, o espaço interno da Trailblazer é confortável tanto para as pernas quanto na altura quando configurada para cinco passageiros. Quando configurada para levar até sete ocupantes - sua capacidade máxima - os bancos da última fileira até acomodam bem as pernas uma pessoa com 1,70 m, mas já deixam a desejar em relação à altura. Os dutos independentes que levam o ar condicionado para o carro todo trabalham bem, fazendo com que o veículo fique com a temperatura desejável por inteiro.
Ainda no que concerne ao conforto, ponto positivo para os bancos em couro: espaçosos e confortáveis. O porta-luvas é dividido em dois, com um bom espaço em ambos.
120 km/h sem sentir
Na rodovia Castello Branco, quando próximo do limite de 120 km/h, o veículo se mostrou sem oscilações nas retas, mas a suspensão macia - que traz conforto e diminui bem os solavancos dos ocupantes da Trailblazer - fez com que o carro ficasse um pouco instável em curvas, mesmo com as rodas de 17 polegadas. O carro chegou sem esforço ao limite da estrada empurrado pelos 180 cavalos de potência, porém demorou alguns segundos para retomar velocidade, deixando a desejar quando é necessário realizar uma ultrapassagem com pouca margem, por exemplo. O freio ABS é ponto positivo, segurando bem o ímpeto do carro de 2.157 kg.
No trecho off-road, realizado na cidade Mairinque, em São Paulo, a Trailblazer se mostrou melhor adaptada do que na via pavimentada. Isso porque a suspensão absorve bem os impactos da estrada de terra e dos buracos e pedras - presenças constantes durante o percurso. Além disso, o motor trabalha fácil nas subidas de pontos íngremes, exigidas no percurso. Já o volante é macio e faz com que o carro execute com perfeição os comandos.
A tecnologia do modelo se faz presente quando é acionado o controle de velocidade em descida - que faz com que o carro não "escorregue", e com que o motorista se concentre apenas na direção do veículo. O assistente de subida também ajuda a Trailblazer a vencer uma ladeira sem muito esforço do motorista com o câmbio automático de seis velocidades. Com um giro do botão (mesmo com o carro em movimento), a tração 4x4 é acionada, ajudando na movimentação do modelo mesmo em terrenos com lama e água e pouca aderência.
O porta-malas, com capacidade de 878 l na configuração para cinco ocupantes, é ótimo para longas viagens, deixando bom espaço para as bagagens de todos os ocupantes.
Deixa a desejar
Uma das falhas percebidas no modelo foi em relação ao isolamento acústico. O ronco do motor a diesel atrapalha a conversa entre os ocupantes das três fileiras.
Algo que pode melhorar é o quesito acabamento do painel e console central. O primeiro possue muito plástico com aparência de pouca qualidade e o segundo, com numerais pequenos no velocímetro e no contador de giros, dificulta um pouco a visão.
A SUV chega ao mercado brasileiro em versão única com duas opções de motor: LTZ V6 3.6 l a gasolina (R$ 145.450) e LTZ 2.8 l CTDI a diesel (R$ 175.450).
Com esse conjunto a nova GM Trailblazer quer brigar com Toyota SW4 (R$ 169 mil), Mitsubishi Pajero Full (R$ 158,9 mil), Mitsubishi Pajero Dakar (R$ 134,9 mil), Land Rover Freelander (R$ 152 mil) e Kia Mohave (R$ 169,9 mil).