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Cinco montadoras japonesas são envolvidas em fraudes

Governo do Japão encontra adulteração em testes de segurança de cinco montadoras - e seis carros têm vendas suspensas, um é o Yaris Cross

4 jun 2024 - 15h10
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O escândalo das fraudes nos testes de segurança de montadoras japonesas ganhou mais um capítulo nesta semana. Além da Toyota, sob investigação desde abril de 2023, as fabricantes Mazda, Yamaha, Honda e Suzuki também apresentaram algum tipo de adulteração nos processos de validação dos carros, conforme comunicado do Ministério dos Transportes do Japão.

Ao todo, o governo inspecionou 85 empresas no país.

A Toyota suspendeu a venda e entrega de três modelos produzidos atualmente: Corolla Fielder, Corolla Axio e Yaris Cross (SUV que chegará ao Brasil em 2025).

A situação é a mesma com o Roadster RF e Mazda 2, da Mazda, e a motocicleta YZF-R1, da Yamaha. Os veículos descontinuados envolvidos são o Crown, Isis, Sienta e RX, da Toyota; Atenza, Axela e Atenza/Mazda 6, da Mazda; e YZF-R3 e T-Max, da Yamaha.

As três empresas (Mazda, Toyota e Yamaha) afirmaram que novos testes foram realizados. E que todos os automóveis estão aptos para uso, sem oferecer risco à segurança ou baixo desempenho aos proprietários.

Quais são as fraudes apontadas contra as montadoras?

As adulterações encontradas estavam presentes em diferentes fases dos testes. No caso da Toyota, o problema envolve dados falsos apresentados em testes de proteção para pedestres na Corolla Fielder, no Corolla Axio e Yaris Cross. Além de fraudes em testes de colisão do Crown, Isis, Sienta e RX.

Já a Mazda reescreveu o software de controle do motor durante os testes de saída do Roadster RF e Mazda 2. Bem como fraudou os testes de colisão no Atenza, Axela e Atenza/Mazda 6.

Os erros na Yamaha foram encontrados nos testes de ruído, realizados em condições inadequadas, na YZF-R1. E declarações falsas sobre os resultados dos testes de buzina na YZF-R3 e T-Max.

Além disso, de acordo com o Ministério dos Transportes, a Honda apresentou afirmações falsas nos resultados dos testes de ruído de 22 modelos produzidos anteriormente. E a Suzuki nos testes do sistema de freios de um veículo antigo.

Quais os próximos passos?

A investigação começou em abril do ano passado. Na ocasião, a Toyota admitiu que a Daihatsu, sua marca de carros de baixo custo, manipulou testes de segurança de quase 88 mil automóveis.

Nos próximos dias, o Ministério dos Transportes fará visitas à sede de cada uma das montadoras para checar se as adulterações se confirmam. "Com base nos resultados da inspeção no local e na confirmação da conformidade com os padrões, tomaremos medidas rigorosas com base na Lei de Veículos de Transporte Rodoviário", afirmou a pasta em nota.

Como a fraude foi descoberta?

Em abril de 2023, executivos da Toyota e da Daihatsu reconheceram que a empresa fraudou testes de impacto na Ásia. Desde então, a marca japonesa está sob investigação. O caso se tornou público após denúncia de que a subsidiária aplicou reforço estrutural nas portas dos exemplares submetidos a testes de colisão. O problema é que o material não está presente nas unidades feitas em série.

Em seguida, a história ganhou mais um capítulo. De início, apenas os SUVs Toyota Raize e Daihatsu Rocky tiveram as vendas suspensas. Ambos utilizam a mesma plataforma DNGA da Daihatsu, que é uma versão mais simples da base TNGA da dupla Corolla e Corolla Cross feita em Sorocaba (SP).

Com isso, outros modelos e submarcas estão envolvidos. A lista inclui, por exemplo, o Yaris Cross, SUV que estreia no Brasil em 2025, além do novo Yaris sedã à venda na Ásia.

Foto: Monitor do Mercado
Estadão
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