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Cidade canadense proíbe radares e investe em lombadas

O primeiro-ministro de Ontário, Doug Ford, classificou os radares como uma "forma de arrecadar dinheiro" que pouco contribui para coibir o excesso de velocidade

20 nov 2025 - 09h00
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A cidade de Ontário, no Canadá, decidiu desativar radares de velocidade e investir nas conhecidas lombadas como forma de controlar a velocidade das avenidas.

A proibição dos dispositivos eletrônicos foi anunciada recentemente pelo primeiro-ministro Doug Ford, que classificou os radares como uma "forma de arrecadar dinheiro" que pouco contribui para coibir o excesso de velocidade no Canadá.

Como forma de tornar o tráfego 'mais calmo', o governo planeja investir US$ 149 milhões em novas medidas, como lombadas, rotatórias, faixas de pedestres elevadas, nova sinalização e aumento da fiscalização policial nas zonas escolares e comunitárias que possuem câmeras.

Uma pesquisa recente com 2.000 adultos em Ontário, conduzida pela Abacus Data, revelou que 50% dos entrevistados preferem medidas de moderação de tráfego, como lombadas, faixas de pedestres elevadas e rotatórias, em vez de radares de velocidade automatizados.

Novos radares de velocidade no litoral paulista: veja onde ficam
Novos radares de velocidade no litoral paulista: veja onde ficam
Foto: CLAYTON DE SOUZA/ESTADÃO / Estadão

Em comparação, 33% disseram acreditar que os radares de velocidade automatizados são uma maneira melhor de reduzir o excesso de velocidade e melhorar a segurança, enquanto os 17% restantes disseram não ter certeza.

A mesma pesquisa também mostrou que 80% dos entrevistados acreditavam que as medidas de acalmamento de tráfego os faziam reduzir a velocidade ao dirigir. As lombadas foram consideradas a medida mais eficaz.

As autoridades canadenses também se preocupam com a arrecadação que será perdida. Da receita arrecadada com os radares de velocidade automatizados, aproximadamente 35% são destinados a cobrir os custos do programa, 24% são direcionados à província e 41% financiam o Programa de Segurança Viária da polícia, os guardas de travessia escolar e 18 policiais uniformizados.

Será que se essa proibição daria certo em uma cidade como São Paulo ou correríamos o risco de aumentarem os acidentes?

Estadão
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