CEO da Renault deixa cargo após cinco anos de sucesso; veja o por que
Executivo teve passagens por Fiat e Volkswagen e conseguiu tirar Renault da crise que o grupo passava em 2020
O Grupo Renault anunciou nesta quinta-feira que Luca de Meo deixará o cargo de CEO da montadora francesa em 15 de julho. A decisão, considerada surpreendente pelo mercado, marca o fim de uma gestão de cinco anos que foi decisiva para reverter a crise enfrentada pela empresa no início da década.
De Meo assumiu o comando da Renault em julho de 2020, em um momento crítico: a companhia havia registrado um prejuízo líquido recorde de €7,3 bilhões no primeiro semestre daquele ano. Com passagens anteriores por marcas como Fiat e Volkswagen, onde teve papel fundamental na reestruturação da espanhola Seat, o executivo italiano implantou na Renault um plano ambicioso de recuperação chamado "Renaulution".
A estratégia focou em produtos com maior margem de lucro e cortes em modelos de baixo desempenho comercial, priorizando o desenvolvimento de SUVs e a aceleração na eletrificação da linha. Durante sua gestão, o Renault 5 e o Renault 4 renasceram como modelos 100% elétricos, e o Twingo está programado para retornar em 2026 como carro de entrada da marca.
Além da reestruturação da linha Renault, a Dacia também ganhou espaço como marca de baixo custo do grupo na Europa, com destaque para o lançamento recente do SUV compacto Bigster e o anúncio de um modelo elétrico acessível, produzido na Europa, previsto para substituir o atual Dacia Spring (versão local do Renault Kwid) fabricado na China.
Segundo o jornal francês Le Figaro, Luca de Meo deixará o setor automotivo para assumir como CEO do grupo Kering, conglomerado de luxo que detém marcas como Gucci, Balenciaga e Yves Saint Laurent.
O conselho do Grupo Renault já iniciou a busca por um novo CEO para suceder De Meo, que deixa a empresa aos 58 anos e com o sentimento de missão cumprida ao reerguer uma das maiores montadoras da Europa.
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