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Carros no Brasil terão frenagem automática obrigatória com sistema nacional

Tecnologia nacional que combina câmeras, radares e inteligência artificial será obrigatória em todos os veículos novos a partir de 2029

20 jun 2026 - 17h00
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Em menos de três anos, nenhum carro novo poderá ser vendido no Brasil sem frenagem autônoma de emergência (AEBS). Pelo menos essa é a expectativa do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), que vem incentivando o desenvolvimento de um sistema nacional.

O Senai Pernambuco é quem encabeça o projeto. Em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a Universidade de Brasília (UnB) e montadoras como Volkswagen e Stellantis, o sistema será desenvolvido no Senai Park, em Suape (PE), com investimento de R$ 44 milhões, segundo a Agência Brasil.

No projeto desenvolvido pelo Senai, a frenagem autônoma de emergência utilizará câmeras e radares, atuando em uma faixa de velocidade entre 10 e 60 km/h, conforme determina o Contran. O sistema será capaz de detectar obstáculos e veículos a diferentes distâncias, podendo ser aplicado ao assistente de permanência em faixa.

Também serão utilizadas tecnologias como inteligência artificial e gêmeos digitais (digital twins), que são réplicas virtuais do veículo e permitem simular situações de risco e acelerar testes e validações sem a necessidade de depender exclusivamente de protótipos físicos.

A produção local pode reduzir a dependência de fornecedores internacionais e ajudar a baratear a adoção da tecnologia, especialmente nos carros de entrada, que também serão obrigados a contar com o sistema.

O cronograma do Contran

O Contran elaborou uma série de medidas para aumentar a segurança automotiva. Desde 1º de janeiro deste ano, já está em vigor a obrigatoriedade da frenagem autônoma de emergência para todos os novos projetos que tenham recebido código de marca/modelo/versão junto ao órgão máximo de trânsito da União.

A partir de 1º de janeiro de 2029, essa obrigatoriedade será ampliada para todo veículo produzido ou importado para o Brasil. Já em 2031, os sistemas também deverão ser capazes de detectar e reagir a carros e objetos parados na pista.

Estão isentos da regra veículos militares, especiais, artesanais, fabricantes de pequena série, buggies, unidades destinadas à exportação e alguns tipos específicos de caminhões e ônibus.

Estadão
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