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BYD e GWM vendem mais carros no exterior do que na China pela primeira vez

Em fevereiro, mais de 50% dos veículos comercializados pelas duas marcas foram destinados a outros mercados

15 mar 2026 - 15h47
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Não é só no Brasil que as fabricantes chinesas de automóveis estão ganhando mercados. Prova disso é que no último mês de fevereiro, BYD e Great Wall Motors (GWM), venderam mais carros fora da China do que em seu próprio país de origem.

A BYD, por exemplo, emplacou 190.190 unidades em fevereiro, sendo que 100.600 foram destinadas para outros mercados fora da China - o que representou cerca de 53% do volume global. É a primeira vez que as exportações superam as vendas domésticas.

O caso da GWM é bem parecido, mas o volume é consideravelmente menor. A marca registrou 72.600 vendas em fevereiro, sendo que 42.600 foram exportados para diferentes países. Ou seja, "somente" 30 mil ficaram na China.

O motivo? Bom, alguns. Primeiro é a guerra de preços na China que diminui as margens de lucros, a diminuição de incentivos governamentais, aumento da concorrência, além de um controle maior de gastos das montadoras e diminuição do apetite de compra dos consumidores.

E também não é de hoje também que as marcas chinesas perceberam que, com sua cadeia de suprimentos, produção de baterias (no caso de carros eletrificados) e a grande escala de produção conferem preços e vantagens competitivas, especialmente em mercados emergentes, frente aos concorrentes.

Em 2025, a China exportou mais de 2,6 milhões de carros para o exterior - o o dobro se comparado a 2024. Mas esta estratégia traz alguns riscos, como as recentes tensões comerciais da China com a Europa e a América do Norte, além do maior protecionismo, que dificultam e complicam a expansão das fabricantes.

Na China, crise?

As mais de 190 mil unidades vendidas pela BYD em fevereiro na China representam uma queda de nada menos que 41,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Vale ressaltar que o feriado do Ano Novo Chinês, entre os dias 15 e 23 de fevereiro, impactaram o número de dias úteis e, consequentemente, o desempenho do mercado de carros chinês.

Se comparado com janeiro deste ano, quando o número chegou a 210.051 exemplares, a perda é de 9,5%. É o sexto mês consecutivo que a BYD registra declínio nos emplacamentos no país oriental.

Em relação às matrizes energéticas, os números mostram que os híbridos plug-in ainda são maioria, com 108.243 unidades. Já os elétricos responderam por 79.539 modelos. Os veículos comerciais, pouco mais de 2.400 unidades, consistiram em 334 ônibus elétricos e 2.074 vans e caminhões - elétricos ou PHEVs.

Estadão
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