Abarth: conheça a história da marca de esportivos da Stellantis
A Abarth está de volta ao Brasil, agora estabelecida como marca; conheça a história dessa famosa empresa dedicada aos esportivos
A chegada do Pulse Abarth ao mercado brasileiro marca não só o lançamento do primeiro SUV da tradicional marca italiana de esportivos, como o retorno da Abarth ao País. Até então, a “marca do escorpião” havia sido comercializada por aqui somente como versão dos antigos Stilo e 500. O que muita gente não sabe, entretanto, é que essa empresa – que faz parte do grupo Stellantis – tem uma história riquíssima, de mais de 70 anos, que resumimos a seguir.
Boa parte das montadoras ao redor do planeta possuem divisões ou departamentos especializados em desenvolver modelos esportivos de alto desempenho. Mercedes-AMG, BMW M, Toyota Gazoo Racing, Nissan Nismo etc. Mas há uma marca que, apesar de ter se destacado nas pistas, nem sempre teve o devido reconhecimento – ainda mais no Brasil, onde sua imagem foi pouco divulgada. A Abarth, que comemorou 73 anos de fundação no dia 31 de março.
A Abarth tem sua origem em 1945, em plena Segunda Guerra Mundial, quando o austríaco Karl Abarth se mudou para Merano, na Itália, e alterou seu nome para Carlo. Mais tarde, em 1949, fundou a empresa que leva seu nome, em sociedade com Guido Scagliarini. O primeiro veículo produzido foi o 204 A Roadster, que utilizava a base do Fiat 1100, com o qual conquistou o Campeonato 1100 Sport e a Fórmula 2 italiana. Como as competições nem sempre proporcionavam lucro, Abarth investiu na produção de kits para melhorar o desempenho dos automóveis da época. Em pouco tempo, a empresa contava com quase 400 empregados e já se destacava por seu conjunto de escapamento esportivo, do qual produzia aproximadamente 300 mil unidades por ano.
Duas curiosidades merecem ser destacadas na história da Abarth: a primeira é que Carlo Abarth, nascido em novembro de 1908, era do signo de escorpião, daí a escolha do artrópode como símbolo da empresa. A outra é que, disposto a estabelecer um novo recorde de aceleração a bordo de um Fiat Abarth 1100 monoposto, Carlo Abarth, então com 57 anos, decidiu seguir uma dieta baseada em maçãs para emagrecer 30 kg e conseguir se acomodar a bordo do veículo. Deu certo.
A Abarth foi adquirida pela Fiat em 1971, e desde então, se tornou a divisão responsável pelos modelos esportivos da montadora. Nas pistas, a Abarth fornece os motores para os bólidos que disputam os campeonatos de Fórmula 4 – uma das categorias de acesso à F1. Hoje, a linha de modelos Abarth é baseada no pequeno Fiat 500, mas devidamente preparados para garantir mais esportividade.
Assim, os modelos 595 contam com motor T-Jet 1.4 turbo de 165 cv, capaz de levar o carrinho a 218 km/h de velocidade máxima. Os 695 são ainda mais brutais, com o mesmo motor 1.4 turbo sendo capaz de entregar 180 cv! Em relação ao modelo de entrada, o Abarth 695 conta com amortecedores esportivos (da marca Koni), turbocompressor Garrett (o do 595 é da marca IHI) e freios Brembo. O câmbio pode ser manual ou robotizado, ambos com cinco marchas.
No Brasil, o último Abarth oferecido foi o 500 Abarth 1.4 Turbo, cujo motor entregava 167 cv e contava com caixa manual de cinco marchas e um desempenho empolgante. O custo elevado e o tamanho diminuto do veículo, contudo, não o ajudaram a emplacar por aqui. Carlo Abarth morreu em 1979, aos 71 anos, mas seu ideal de criar veículos únicos e que proporcionem muita emoção e prazer a quem tiver o privilégio de conduzi-los segue vivo nos modelos que ostentam o emblema do escorpião.