A maioria das montadoras precisa de décadas para sair do "vale da morte"; a Xiaomi só precisou de dois carros elétricos
A história dos carros da Xiaomi parecia boa demais para ser verdade. E está se tornando realidade.
O Xiaomi SU7 surpreendeu toda a indústria e levou a empresa a fazer algo pouco comum: recomendar aos clientes apressados que comprassem carros da concorrência. A jogada esconde uma estratégia, mas é um grande exemplo do sucesso da companhia com seu segundo carro e aposta no luxo, o YU7. A empresa perdeu 800 milhões no primeiro ano de vendas de carros, mas essa notícia apenas antecipava o que viria depois.
Quando perder 500 dólares por carro vendido é uma boa notícia
A Xiaomi apresentou os resultados financeiros do segundo trimestre fiscal, trazendo ótimas notícias para sua divisão de carros. A divisão Auto comercializou 81.302 veículos no período e teve um prejuízo de 41 milhões de dólares. Isso representa uma perda de 507 dólares por carro vendido. É uma excelente notícia pelo ritmo com que a empresa está se aproximando da lucratividade.
Nos últimos trimestres, a Xiaomi vinha registrando perdas médias de 1.376, 905 e 507 dólares por carro vendido, após prejuízos de 5.250 dólares no terceiro trimestre de 2024. Ou seja, agora perde apenas um décimo do que perdia até novembro. E não é o único número positivo nos resultados, junto ao crescimento nas vendas: a margem bruta subiu de 15,4% no segundo trimestre de 2024 para 26,4% este ano. Contribuiu para isso o lançamento do SU7 Ultra, que ajudou a elevar o preço médio de venda em 10% no ano. Com ele, a Xiaomi queria disputar o mercado de luxo com a Porsche — e conseguiu.
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