A guerra com drones na Ucrânia acaba de resolver uma antiga obsessão militar: como explodir uma ponte sem toneladas de bombas
Essa conquista significa que viadutos, centros de distribuição logística e até mesmo edifícios altos estão começando a entrar na equação
Em maio de 1943, a RAF lançou a famosa Operação Chastise: 19 bombardeiros carregando as chamadas "bombas saltitantes" de Barnes Wallis para destruir barragens alemãs. Era a solução mais sofisticada da época para um problema clássico: como destruir com precisão uma estrutura gigantesca. Oito décadas depois, essa mesma obsessão permanece, só que agora cabe na mochila de um operador.
Uma ponte como eterna obsessão militar
Há poucas coisas mais valiosas em uma guerra do que uma ponte. Concentrar tropas, veículos blindados e logística em uma travessia crucial transforma essas estruturas em artérias estratégicas, e é por isso que destruí-las sempre foi uma prioridade militar.
O problema é que elas são alvos inerentemente difíceis: décadas de doutrina ensinaram que derrubar uma ponte exigia bombardeiros, artilharia pesada ou mísseis caros. Na Ucrânia, uma alternativa acaba de surgir que quebra essa lógica. Não é mais poderosa, nem mais rápida, mas é muito mais barata e mais persistente: dezenas de pequenos drones suicidas trabalhando como uma colônia de cupins até esvaziar a estrutura por dentro.
Resolvendo um problema antigo com novas soluções
O mais importante aqui não é apenas que a Rússia tenha derrubado uma ponte com 43 drones FPV, mas sim que isso demonstra algo que, durante anos, foi quase uma hipótese de laboratório: que toneladas de explosivos não são mais necessárias para destruir infraestruturas críticas. Durante a Segunda Guerra Mundial, afundar uma ponte podia exigir ...
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