A breve e marcante história do motor Wankel: uma invenção fracassada, mas que rendeu algumas das motos mais brutais da história
Nos anos 1970, várias montadoras acreditaram que o motor Wankel era a solução perfeita para as motos
Houve um momento em que o futuro das motos não parecia passar nem pelos pistões nem pelas válvulas. Passava por um triângulo girando dentro de uma câmara de formato estranho.
O motor Wankel, essa invenção tão brilhante quanto problemática, esteve perto de mudar para sempre a forma de entender a mecânica sobre duas rodas.
A ideia era tão simples quanto sedutora: se, no fim das contas, tudo acaba se convertendo em uma rotação do virabrequim, por que não eliminar diretamente o movimento alternado dos pistões? Sem bielas, sem movimentos de subida e descida, sem vibrações. Apenas rotação contínua. Compacto, suave, potente para o seu tamanho. No papel, perfeito para uma moto.
Durante os anos 1970, várias marcas pensaram exatamente o mesmo. O contexto ajudava. Aqueles eram anos de experimentação selvagem, quando as fabricantes se permitiam testar coisas estranhas sem antes passar por dez comitês de marketing. E o Wankel parecia feito sob medida para uma moto: pequeno, leve, com poucas peças móveis e uma entrega de potência muito linear. Enfim, exatamente o que se espera de um motor para duas rodas.
A Honda foi uma das primeiras a testar, com protótipos de pequena cilindrada derivados da CB 125. A Kawasaki foi mais longe com o projeto X99, um bicilíndrico Wankel montado nada menos que em um chassi de Z900. A Yamaha, por sua vez, apresentou no Tokyo Motor Show de 1972 a RZ 201, uma moto surpreendentemente avançada, com refrigeração líquida e uma proposta muito séria. Não eram ...
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