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Jogos longos demais: quando 100 horas desafiam seu tempo — e sua paciência

Quando a exploração vale mais do que terminar a aventura

6 fev 2026 - 13h20
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Jogos longos demais: quando 100 horas desafiam seu tempo — e sua paciência
Jogos longos demais: quando 100 horas desafiam seu tempo — e sua paciência
Foto: Reprodução/Larian Studios

Durante muito tempo, a duração de um jogo foi tratada quase como um selo de qualidade. Quanto mais horas, melhor o custo-benefício. Mas em uma era de agendas lotadas, serviços por assinatura e lançamentos semanais, a pergunta se impõe: jogos com mais de 100 horas ainda fazem sentido hoje em dia?

Entre épicos que justificam cada minuto investido e experiências que se perdem em excesso de conteúdo, os chamados “jogos longos demais” dividem opiniões. Para alguns, são mundos para habitar por meses. Para outros, compromissos impossíveis de manter. A seguir, exploramos esse debate — e alguns exemplos emblemáticos de jogos que ultrapassam facilmente a marca das 100 horas.

Baldur’s Gate 3

Baldur’s Gate 3 não é apenas longo: ele é profundamente ramificado. Inspirado diretamente nas regras de Dungeons & Dragons, o RPG da Larian Studios transforma cada decisão em um desvio possível da narrativa. Combates podem ser vencidos de dezenas de formas diferentes, diálogos mudam conforme escolhas passadas e até missões inteiras podem simplesmente não existir dependendo do caminho seguido.

Ultrapassar as 100 horas é algo comum, mas o mais curioso é que raramente essas horas parecem “obrigatórias”. Aqui, o tempo extra surge da curiosidade, da experimentação e da vontade de ver “e se eu tivesse feito diferente?”. É um jogo longo por consequência — não por imposição.

Elden Ring

Elden Ring redefiniu o conceito de mundo aberto ao trocar marcadores excessivos por descoberta pura. A Terra Intermédia não se revela de uma vez: ela se desdobra lentamente, recompensando quem explora, observa e insiste.

Passar das 100 horas não é apenas esperado — é quase inevitável para quem se deixa levar pela curiosidade. Dungeons opcionais, chefes secretos, caminhos escondidos e finais alternativos ampliam a experiência sem parecer conteúdo inflado. Elden Ring é longo porque confia no jogador, não porque o prende.

The Witcher 3: Wild Hunt 

Se há um jogo que prova que mais de 100 horas podem ser totalmente justificáveis, é The Witcher 3. A jornada de Geralt de Rívia não se apoia apenas em quantidade de conteúdo, mas em qualidade narrativa.

Missões secundárias com peso dramático, escolhas moralmente ambíguas e expansões que funcionam como jogos completos fazem com que o tempo investido seja recompensado emocionalmente. É longo sim — mas raramente vazio.

Persona 5 Royal

Nos JRPGs, a duração extensa é quase uma tradição, e Persona 5 Royal leva isso ao extremo. Entre batalhas, gerenciamento de tempo, relacionamentos sociais e uma narrativa que se desenrola lentamente, ultrapassar 120 horas é algo comum.

Aqui, o ritmo é deliberado. O jogo exige envolvimento e paciência, mas retribui com personagens marcantes e uma sensação rara de encerramento — como se o jogador estivesse se despedindo de uma fase da própria vida.

Cyberpunk 2077

No lançamento, Cyberpunk 2077 era mais lembrado por seus problemas técnicos do que por sua ambição. Hoje, após diversas atualizações e a expansão Phantom Liberty, o jogo se tornou um exemplo curioso de longevidade reconstruída.

Explorar Night City, investir em histórias paralelas bem escritas e mergulhar nas diferentes builds faz com que o tempo de jogo ultrapasse facilmente as 100 horas. Aqui, a duração funciona melhor quando o jogador desacelera e trata o mundo como palco narrativo — não apenas como checklist de atividades.

The Elder Scrolls V: Skyrim

Skyrim talvez seja o exemplo mais clássico quando o assunto é longevidade. Lançado em 2011, o RPG da Bethesda continua vivo mais de uma década depois, seja por mods, relançamentos ou simples curiosidade de novos jogadores.

Completar a campanha principal já exige dedicação, mas explorar cada guilda, missão secundária, DLC e canto do mapa transforma o jogo em uma experiência praticamente infinita. Aqui, o tempo não pesa — ele constrói pertencimento. Skyrim não pede pressa; ele convida à permanência.

Grand Theft Auto V

Finalizar a campanha de GTA V não exige 100 horas. Mas viver em Los Santos, sim. Entre missões secundárias, desafios, atividades paralelas e, principalmente, o sucesso duradouro do GTA Online, o jogo da Rockstar se tornou um dos maiores exemplos de longevidade da história dos videogames.

No caso de GTA V, o tempo não está apenas no conteúdo, mas na relevância contínua. Mais de uma década depois, o jogo segue sendo jogado, atualizado e discutido — um lembrete de que, às vezes, um jogo não é longo porque é grande, mas porque nunca sai de cena.

Assassin’s Creed Valhalla

Considerado o maior e mais longo da franquia, Valhalla facilmente passa de 120 a mais de 150 horas para a conclusão total, com campanhas principais podendo chegar a 60 horas. O jogo impressiona pelo tamanho do mapa e pela quantidade de atividades, mas também virou símbolo de um problema recorrente nos jogos modernos: conteúdo inflado.

A experiência ultrapassa facilmente as 100 horas, mas muitas delas são preenchidas por tarefas repetitivas. O mundo é grande, mas nem sempre significativo. É o tipo de jogo que levanta a pergunta: será que menos não seria mais?

World of Warcraft / Final Fantasy XIV

MMORPGs vivem em outra realidade. Para jogos como World of Warcraft e Final Fantasy XIV, 100 horas mal arranham a sua superfície. A narrativa principal, as expansões, as atividades endgame e o aspecto social transformam o jogo em uma tarefa contínua sem fim.

Nesse caso, a duração não é um problema — é a proposta. O desafio está em saber se o jogador busca uma experiência fechada ou um universo em constante evolução.

Então… jogos longos demais são bons ou ruins?

Foto: Reprodução

No fim das contas, a duração de um jogo diz menos sobre sua qualidade do que sobre sua intenção. Alguns títulos usam o tempo como ferramenta de imersão, permitindo que o jogador se perca, crie vínculos e transforme aquele mundo em um lugar familiar. Outros confundem escala com profundidade e apostam em horas acumuladas e atividades repetidas como argumento de valor e estratégia de marketing.

Jogos longos não são um problema quando cada momento parece ter um propósito — quando avançar não é obrigação, mas curiosidade. O desgaste começa quando o relógio vira inimigo, quando a progressão se arrasta e o conteúdo passa a existir apenas para justificar mapas maiores e campanhas mais extensas.

Em uma era em que o tempo do jogador é disputado por dezenas de experiências diferentes, talvez o maior sinal de maturidade de um jogo não seja o quanto ele dura, mas o respeito que demonstra ao saber a hora de acabar.

Fonte: Game On
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