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Jogamos: Skate ressurge após 15 anos e coloca a franquia novamente em movimento

Depois de anos de espera, Skate retorna com uma proposta ousada e cheia de possibilidades

27 ago 2025 - 13h29
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Jogamos: Skate ressurge após 15 anos e coloca a franquia novamente em movimento
Jogamos: Skate ressurge após 15 anos e coloca a franquia novamente em movimento
Foto: Reprodução / Electronic Arts

Já se passaram quinze anos desde o último lançamento da franquia Skate, publicada pela EA. Nesse intervalo, a indústria passou por transformações gigantescas, com estúdios encerrando suas atividades, novas franquias surgindo e outras ficando pelo caminho. Enquanto isso, o gênero de esportes radicais, que já teve grande força na virada dos anos 2000, foi pouco a pouco ficando em segundo plano, quase como uma lembrança nostálgica para os jogadores que cresceram com ele.

É justamente nesse cenário que Skate retorna, agora apostando em um modelo de jogo como serviço. A proposta inicial levantou dúvidas e até receios entre os fãs mais antigos, mas a EA parece determinada a resgatar o espaço perdido. A ideia é transformar a nova San Vansterdam em um playground vivo, capaz de evoluir com o tempo e oferecer tanto a sensação de liberdade quanto a de comunidade, características que marcaram os títulos anteriores.

Bem-vindo a San Vansterdam

Não vou negar que fiquei meio receoso desde o anúncio dessa nova entrada da franquia, ainda mais com a proposta de seguir o modelo de jogo como serviço. No entanto, com o teste em mãos e após ouvir a explicação dos desenvolvedores, algumas dessas preocupações ficaram de lado, principalmente o medo de o título se tornar predatório com microtransações.

Grande parte do teste foi dedicada a explorar a cidade de San Vansterdam, que funciona como um enorme playground. Ela é dividida em vários bairros com visuais e características próprias, como o Jardim Eldorado e o Cais dos Tijolos. Essa divisão casou muito bem com a proposta do jogo, já que cada área conta com missões únicas espalhadas pelo mapa. Além disso, são locais que convidam a experimentar manobras, só de bater o olho já dá para imaginar o que fazer. No Cais dos Tijolos, por exemplo, há um museu como atração principal, além de piscinas vazias e um farol que tornam a exploração ainda mais divertida. Jogar em cada bairro foi interessante justamente pela variedade de possibilidades que a cidade oferece.

A jogabilidade lembra bastante o que vimos em Skate 2 e 3, mantendo a câmera em terceira pessoa próxima ao personagem. As manobras tradicionais como Ollie, Grind e Manual continuam fáceis de executar, mas o grande destaque está na física, que tem um tom propositalmente cômico. Quando o personagem erra, os acidentes resultam em quedas exageradas e espalhafatosas. Em uma das áreas do Mercado do Milhão, uma região mais nobre da cidade, arrisquei uma manobra em uma plataforma elevada. O personagem despencou, bateu em um andaime e caiu de forma completamente torta, para logo em seguida se recuperar como se nada tivesse acontecido.

O game tem tudo para cair nas graças da comunidade. Explorar a cidade com os amigos promete ser bem divertido, principalmente nos momentos em que alguém erra uma manobra e arranca risadas. Outro ponto que deve agradar bastante é a trilha sonora. O detalhe mais interessante é que algumas músicas só ficam disponíveis depois que você passa perto de determinados estabelecimentos, desbloqueando-as para ouvir a qualquer momento.

Foto: Reprodução / Electronic Arts

Um dos aspectos que pode causar decepção entre os fãs é o estilo gráfico. A Frostbite, motor proprietário da EA que já entregou visuais impressionantes em Battlefield, Need for Speed e os intocáveis Mirror’s Edge, está presente aqui. No entanto, a direção artística escolhida segue por um caminho cartunesco, lembrando bastante os personagens de The Sims.

Os modelos parecem ter saído de uma animação da Disney, o que chama atenção já na tela de criação de personagem, que até oferece boas opções de personalização. Mesmo que Skate 3 não fosse nenhum primor gráfico em sua época, os personagens ainda tinham um visual mais agradável.

Por outro lado, esse estilo não compromete a cidade. Mesmo em acesso antecipado, com alguns trechos visivelmente inacabados, San Vansterdam impressiona no geral. A iluminação é um dos pontos altos, refletindo com naturalidade nos prédios e arranha-céus espalhados pelo mapa, garantindo uma apresentação competente.

Considerações

O novo Skate mostra que a série ainda pode ser relevante mesmo depois de tanto tempo longe dos holofotes. San Vansterdam se apresenta como um espaço cheio de possibilidades e já deixa claro que a exploração e as manobras continuam sendo o coração da experiência. A física exagerada das quedas e o sistema de desbloqueio de músicas dão aquele toque de personalidade que diferencia o jogo de outros títulos do gênero.

Ainda há pontos de atenção, como a forma que a EA vai conduzir o modelo de serviço e a recepção do visual cartunesco, mas o teste indica que a fundação é sólida. Se o estúdio conseguir manter esse espírito criativo e entregar novidades no ritmo certo, Skate pode não só recuperar o interesse dos fãs antigos como também conquistar uma nova comunidade em torno dos esportes radicais.

Skate será lançado em Acesso Antecipado no dia 16 de setembro para PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One e Xbox Series.

Fonte: Game On
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