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Resident Evil Requiem oferece duas ótimas experiências distintas

União de survival horror e ação passa a sensação de estarmos jogando dois jogos diferentes

25 fev 2026 - 12h01
(atualizado às 12h59)
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Resident Evil Requiem oferece duas ótimas experiências distintas
Resident Evil Requiem oferece duas ótimas experiências distintas
Foto: Reprodução / Capcom

Uma das franquias da Capcom que nunca deixa de receber atenção de sua dona e dos jogadores, Resident Evil está de volta novamente, desta vez com uma aposta que visa agradar tanto os fãs dos jogos originais quanto aqueles que preferem algo mais voltado à ação. 

É assim que funciona Resident Evil Requiem, alternando entre momentos de tensão e medo com Grace Ashcroft, e situações onde o tiroteio come solto com Leon S. Kennedy. No final das contas, isso acabou dando um bom resultado.

Grace é introduzida ao terror de Resident Evil

A história de Resident Evil Requiem começa com a analista de inteligência do FBI, Grace Ashcroft, estreante na franquia, tendo que averiguar um assassinato que leva ela ao abandonado hotel Wrenwood, onde acaba relembrando da morte trágica de sua mãe, Alyssa Ashcroft, e descobrindo alguns detalhes relacionados com o trabalho que ela fazia como jornalista investigativa.

Sua experiência nula com os incidentes causados pelo Vírus T em Raccoon City a fazem não estar preparada para o que está por vir. Eventualmente, ela encontra-se com o Dr. Victor Gideon, um ex-pesquisador da famigerada e extinta corporação Umbrella e que tem muito interesse em Grace, pois acredita que ela é a resposta para algo chamado “Elpis”, uma palavra-chave que você verá muito ao longo da aventura.

Após ser sequestrada por Gideon e levada para o Centro de Cuidados Crônicos Rhodes Hill, que é essencialmente uma espécie de hospital, o terror de Grace começa, com ela tendo que fugir de uma criatura conhecida apenas como “A Garota”. A jogabilidade com Grace ocorre o tempo inteiro desta forma enquanto ela busca uma forma de sair deste lugar, com ela precisando tomar cuidado a cada passo dado e em cada local que entra, pois pode haver uma surpresa lhe aguardando.

Vale ressaltar que Grace e Gideon não são os únicos personagens novos importantes, havendo também uma menina misteriosa chamada Emily, muito pálida e magra, e cujo papel na história você terá de descobrir por conta própria, já que não quero dar spoilers.

Fugir do monstro conhecido como "A Garota" é um dos desafios de Requiem ao jogar com Grace
Fugir do monstro conhecido como "A Garota" é um dos desafios de Requiem ao jogar com Grace
Foto: Reprodução / Capcom

Há muitos zumbis prontos para dar cabo de Grace. Diversas vezes, você tem de optar por se esconder ou passar sem que eles notem sua presença. E se for o caso, até mesmo fugir, pois as habilidades e munição de Grace são escassas na maior parte do tempo, especialmente se você estiver jogando nas dificuldades acima da Casual. Isso pode, inclusive, apresentar frustração para jogadores menos experientes ou impacientes em avançar em determinados momentos nas primeiras horas de jogo com Grace.

Estudar o comportamento dos zumbis ajuda bastante, ou até mesmo atirar uma garrafa de vidro para distraí-los. Muitos deles realizam ações que remetem às suas tarefas de quando eram vivos. Por exemplo, o zumbi chef fica cortando carne, o zumbi funcionário do Centro de Cuidados fica mexendo nos interruptores de luz, a zumbi cantora pode te desequilibrar com sua voz aguda ou até mesmo despertar outros zumbis, e assim por diante.

Resident Evil Requiem fornece uma forma inusitada de criar itens, como munições, utilizando o sangue infectado que pode ser encontrado em diversos locais e também, em alguns momentos, extraído de zumbis que foram mortos. Há fórmulas que você vai descobrindo à medida que avança no jogo, expandindo seu repertório de criações, sendo algo essencial para que Grace aumente suas chances de sobreviver.

Grace pode utilizar sangue infectado para criar itens que a ajudarão a sobreviver
Grace pode utilizar sangue infectado para criar itens que a ajudarão a sobreviver
Foto: Reprodução / Capcom

O item mais importante que você pode criar chama-se Injetor Hemolítico, que permite destruir de forma definitiva a maioria dos zumbis, incluindo aqueles que não morrem facilmente com armas convencionais, como os zumbis de cabeça pustulenta, explodindo seus corpos. Mesmo depois de derrotados, os zumbis podem reviver depois de algum tempo, te surpreendendo quando você menos esperar, então esse injetor especial é a melhor forma de garantir que eles nunca retornem. E detalhe: você pode injetar isso até mesmo nos corpos dos zumbis no chão, como forma de se precaver. A outra alternativa com Grace para que esses inimigos morram em definitivo é efetuar um disparo bem dado de magnum em suas cabeças.

Saber organizar quais itens você irá criar é essencial para ficar vivo com Grace, enquanto ela explora os muitos cantos de Rhodes Hill e resolve seus diversos quebra-cabeças (que estão fáceis até demais) e encontra objetos coletáveis, coisas que são de praxe nos jogos da franquia Resident Evil. E tudo isso enquanto foge da Garota e também de outros monstros poderosos, como um zumbi obeso gigante chamado Chunk. Tanto a Garota com Chunk podem matar Grace rapidamente.

Dependendo do nível de dificuldade que você escolher, Grace pode ter acesso a salvamentos ilimitados ou não. Se optar pela dificuldade clássica, voltada para veteranos de Resident Evil, só é possível salvar o jogo com Fitas de Tinta na máquina de escrever. Felizmente, você pode achá-las e até mesmo criá-las. Grace também pode utilizar um baú para guardar itens que não esteja usando e, assim, liberar espaço no inventário.

Leon está de volta e equipado com um machado

Nova arma de Leon, o machado pode ser usado para aparar ataques e executar inimigos
Nova arma de Leon, o machado pode ser usado para aparar ataques e executar inimigos
Foto: Reprodução / Capcom

Um dos personagens favoritos dos fãs, Leon S. Kennedy retorna mais uma vez, com o objetivo de encontrar Victor Gideon e salvar Grace Ashcroft, ao mesmo tempo em que busca mais detalhes sobre ambos.

Embora Leon seja um casca grossa por causa de todo o seu treinamento ao longo dos últimos anos e também por ter vivido em primeira mão o incidente de Raccoon City há quase três décadas, ele está com algum tipo de infecção no corpo, algo que o jogo deixa claro para você pouco tempo após ele ser introduzido. Os detalhes sobre isso, deixarei para que você descubra enquanto joga, para não estragar a surpresa.

A jogabilidade com Leon é essencialmente Resident Evil 4 com esteroides. Ele já conta com um espaço de inventário considerável, além de possuir um machado que o permite finalizar inimigos caídos no chão, atordoados ou que estejam de costas e não perceberam sua presença, podendo ser mortos furtivamente. Não apenas isso, ele consegue desviar e finalizar inimigos no mesmo ataque e até mesmo aparar investidas com sua nova arma em certas situações. O machado vai perdendo o fio ao ser usado, então é necessário afiá-lo de tempos em tempos para poder continuar usando ele.

A ação frenética com Leon não para por aí. Há inimigos com armas, como lanças ou motosserras, que ele mesmo pode usar para atacá-los. Dito isso, é preciso tomar cuidado, pois os zumbis também fazem bom uso desses equipamentos letais, incluindo até mesmo armas de fogo e explosivos, e podem dar cabo de Leon rapidamente se você vacilar.

Leon mostra toda a sua experiência matando zumbis e monstros
Leon mostra toda a sua experiência matando zumbis e monstros
Foto: Reprodução / Capcom

O arsenal de Leon vai se expandindo rapidamente à medida que você progride na história, assim como a dificuldade dos inimigos que aparecem diante dele. Pistolas, rifles, espingardas, metralhadoras, granadas e até a magnum, que se destaca neste game mais do que nos outros Resident Evil. Como ele é muito mais versátil que a Grace, por ter mais experiência lidando com situações desse tipo, a quantidade de zumbis e outros monstros que Leon precisa encarar é consideravelmente maior.

No caso de Leon, os salvamentos manuais são ilimitados e passam a ocorrer apenas quando você chega em Raccoon City, independentemente da dificuldade que você estiver jogando, já que ele não usa a máquina de escrever para isso. Há também uma loja que permite comprar armas, itens e melhorar seus equipamentos com os pontos obtidos a cada inimigo que for abatido de Raccoon City em diante. Assim como Grace, ele consegue criar itens, mas tem um repertório menor disso e não faz uso de sangue infectado.

Infelizmente Leon não tem acesso ao baú clássico da série como Grace. Se em algum momento você precisar de espaço extra no inventário, terá de vender seus itens na loja, incluindo até mesmo as armas, ou descartá-los. Mas calma, pois é possível recomprá-los depois pelo mesmo preço de venda. Dito isso, não achei essa mudança prática, sendo preferível e melhor que ele também pudesse usar o baú para guardar aquilo que não estivesse utilizando.

Duas aventuras interligadas na mesma história

Alguns inimigos são mais perigosos do que outros, tanto jogando com Leon quanto com Grace
Alguns inimigos são mais perigosos do que outros, tanto jogando com Leon quanto com Grace
Foto: Reprodução / Capcom

A dinâmica de Resident Evil Requiem fica alternando entre Grace e Leon à medida que a trama avança. Inicialmente você passa mais tempo com Grace, com as partes envolvendo Leon sendo menores, mas nem por isso deixam de ser impactantes, colocando ele contra chefes e até mesmo ajudando Grace enquanto ela foge de zumbis que a estão perseguindo, por exemplo. Entretanto, isso muda quando você chega em Raccoon City.

Ao retornar à cidade que deu origem aos acontecimentos de Resident Evil, ela está totalmente destruída, como era de se esperar, depois que o governo dos EUA decidiu usar um ataque com míssil para erradicar a região e, assim, conter o apocalipse zumbi criado pela Umbrella.

Entretanto, pouco tempo após voltar para este fatídico local, você descobre que lá ainda existem zumbis, desafiando toda a lógica e motivação por trás da operação de destruição da cidade. A partir desse momento, você passa a maior parte do tempo com Leon.

Raccoon City não é um mundo aberto em Requiem, mas é o maior local do jogo, com vários segredos a serem descobertos e recompensas para os jogadores que vasculharem cada canto. Há também algumas surpresas e easter eggs, tanto em pontos da cidade que você visita quanto em inimigos que encontra, mas que deixarei você descobrir por conta própria. 

Se por um lado ter inimigos já conhecidos é legal pelo fator nostálgico, é necessário ressaltar também que a Capcom poderia ter incluído um número maior de monstros inéditos no game. Mesmo assim, para mim, poder voltar até Raccoon City e explorá-la foi o ápice da experiência em Requiem.

Raccoon City destruída guarda muitos segredos e perigos
Raccoon City destruída guarda muitos segredos e perigos
Foto: Reprodução / Capcom

Sobre as câmeras em primeira e terceira pessoa, o próprio jogo recomenda jogar na perspectiva em primeira pessoa com Grace e em terceira pessoa com Leon, com isso podendo ser trocado a qualquer momento no menu de opções. No caso de Leon, meio que tanto faz uma ou outra, sendo algo que vai mais de acordo com o gosto de cada jogador, embora eu recomende jogar na terceira pessoa já que fica mais fácil de lidar com as situações onde há muitos inimigos presentes, além de dar aquela sensação de Resident Evil 4. Dito isso, mirar em primeira pessoa é mais fácil.

Já com Grace, o lado bom de jogar em primeira pessoa é que o aspecto de terror fica mais presente. Curiosamente, jogando em terceira pessoa ela tem uma movimentação diferente quando está fugindo em desespero, chegando até mesmo a tropeçar no chão e cair, algo provavelmente feito para que o jogador que opte por essa perspectiva também sinta-se apreensivo nessas horas de aperto.

Comentando sobre a violência presente no game, ela é bastante explícita, com cada acerto ou disparo feito nos inimigos deixando algum tipo de marca neles. É possível até mesmo deixar os olhos deles saltados para fora das órbitas, seus cérebros expostos, além de decepar seus membros e causar um banho de sangue que ocorre quando você explode seus corpos ou suas cabeças. O mesmo vale para Grace e Leon, com muitas de suas mortes sendo particularmente violentas quando o jogador fracassa e precisa tentar novamente.

Devo dizer também que há dois momentos, em um ponto bastante avançado da história, onde Leon precisa enfrentar alguns inimigos humanos, que felizmente não duram muito pois a jogabilidade de Requiem simplesmente não ajuda na hora de encarar oponentes que disparam precisamente em você com armas automáticas, já que o game não é um shooter por assim dizer. Ao meu ver, esses trechos específicos do jogo, embora curtos, são desnecessários e não fariam falta se não existissem, sendo as únicas partes que desgostei na experiência com Leon.

No geral, Requiem entrega algo dentro do esperado no contexto de Resident Evil. Jogar tanto como Grace quanto como Leon é ótimo na maior parte do tempo, mas para mim é inegável que a qualidade do game salta de forma considerável quando você passa a ficar mais tempo jogando com Leon do que com Grace. 

Gráficos de ponta, especialmente com o Path Tracing das GeForce RTX

Quem jogar no PC terá a melhor experiência gráfica, graças ao Path Tracing
Quem jogar no PC terá a melhor experiência gráfica, graças ao Path Tracing
Foto: Reprodução / Capcom

Se você, assim como eu, for jogar Resident Evil Requiem no PC e tiver uma GeForce RTX 40 ou 50, poderá aproveitar os gráficos com Path Tracing, que melhoram os visuais de forma considerável, com reflexos, sombras, iluminação e oclusão de ambiente mais realistas. 

É importante ressaltar que, mesmo usando apenas Ray Tracing ou não utilizando essas tecnologias gráficas, os visuais de Resident Evil Requiem são muito impressionantes. O Path Tracing simplesmente faz eles se destacarem ainda mais.

Claro que isso tem um custo no desempenho, seja com Ray Tracing ou Path Tracing. É nesse ponto que você precisa usar o DLSS e o Frame Generation, para garantir que a taxa de quadros fique elevada o tempo inteiro.

Utilizando uma GeForce RTX 5070 Ti, pude jogar Requiem do começo ao fim com todas as opções gráficas no máximo, incluindo Path Tracing, em 4K com DLSS 4.5 em Desempenho e Frame Generation, mantendo uma taxa de quadros bastante elevada quase o tempo inteiro. As exceções foram algumas cutscenes (especialmente a primeira do jogo) e uma garagem alagada em Raccoon City. Este local, aliás, comeu totalmente a VRAM da placa, fazendo com que o fps caísse por causa disso, creio eu devido aos reflexos feitos pela água com Path Tracing, sendo caso até mesmo da Capcom dar uma otimizada melhor nesse ponto específico do jogo.

Visuais de Requiem chamam positivamente a atenção
Visuais de Requiem chamam positivamente a atenção
Foto: Reprodução / Capcom

Sem Path Tracing ou Ray Tracing, consegui jogar em 4K nativo, sem uso de upscaling ou Frame Generation, com o game ficando acima de 60 fps durante o gameplay na maior parte do tempo.

Considerando tudo isso, creio que você não terá problemas em jogar em 1080p com uma RTX 4060 ou 5060, 1440p com uma RTX 4070 ou 5070, ou 4K com uma 4070 Ti de 16GB, 5070 Ti ou superior, desde que faça uso ao menos do DLSS. No caso do Ray Tracing ou Path Tracing, recomendo as placas RTX 40 ou 50, já que só elas podem usar o Frame Generation para dar conta do peso disso.

Vale ressaltar que o Path Tracing e o Frame Generation, embora melhorem a experiência nos gráficos e desempenho, não estão perfeitos, sendo possível ver em algumas ocasiões rastros na tela causados por ações rápidas como a chuva caindo ou personagens se movimentando, e cintilações em determinadas texturas. Trata-se de algo que, creio eu, pode ser remediado com um novo driver ou então com a Capcom liberando um novo patch antes ou depois do jogo ser lançado.

No caso das placas Radeon e Arc, provavelmente você só conseguirá jogar adequadamente no máximo com Ray Tracing, já que o Path Tracing presente em Requiem depende das tecnologias das placas GeForce RTX 40 e 50 da NVIDIA para funcionar corretamente e com desempenho adequado. Ainda falando das placas da AMD e Intel, quem for jogar com elas poderá fazer isso com os upscalings FSR 1.0 e FSR 3.1.5, que estavam disponíveis no momento da publicação desta análise.

Considerações

Resident Evil Requiem - Nota 8
Resident Evil Requiem - Nota 8
Foto: Divulgação / Game On

Jogar Resident Evil Requiem é como aproveitar dois jogos diferentes contando trechos da mesma história. Duas experiências gratificantes, especialmente quando o foco na jogabilidade passa a ser o Leon. Dito isso, jogar com a Grace também tem seus méritos no aspecto de terror, havendo situações que deixarão muitos jogadores atentos e com os olhos arregalados, mesmo porque trata-se de uma situação totalmente nova para a estreante na franquia e o jogo deixa isso muito claro, com ela estando constantemente amendrontada, mas se forçando a seguir adiante. Seja na ação com Leon ou no survival horror com Grace, Requiem obtém sucesso em entreter o jogador durante suas 10-15 horas de duração.

Resident Evil Requiem chega em 27 de fevereiro para PC, PlayStation 5, Switch 2 e Xbox Series.

Esta análise foi feita no PC, com uma cópia do jogo gentilmente cedida pela NVIDIA.

Fonte: Game On
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